Clínica

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159問 • 1年前
  • Luis Paulo Costa
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    問題一覧

  • 1

    Uma paciente de 60 anos foi internada para investigação de anemia associada a déficit cognitivo. O médico percebeu lentidão de raciocinio e redução da capacidade executiva. A paciente estava atenta e cooperando com o examinador quando se queixou de parestesias (dormência e queimação) simétricas em ambos os membros inferiores. Em relação à anemia, havia macrocitose e reticulocitopenia. O nivel de vitamina B12 sérica foi 125 pg/ml. (normal: acima de 200 pg/ml). Diante desse quadro clínico, além da investigação da causa da anemia, deve-se proceder à reposição:

    de cianocobalamina intramuscular (1000 microgramas por dia) e posterior injeção intramuscular uma vez por semana até reavaliação dos sintomas e investigação da causa.

  • 2

    Após o inicio de tratamento antirretroviral (TARV) há 1 mês, um paciente com sindrome consumptiva, candidiase e diarreia crônica foi internado por outras manifestações. O grupo de residentes da clínica médica percebeu, durante os primeiros três dias de internação, febre vespertina, linfadenomegalias cervicais e axilares com fistulização e constipação intestinal com colicas abdominais. Os exames demonstraram anemia e VHS e PCR elevados, bem como imagens reticulonodulares difusas e bilaterais em ambos os hemitórax. As tomografias reforçaram os infiltrados reticulonodulares com linfadenomegalias mediastinais com centro necrótico, além de linfadenomegalias mesentéricas com espessamento de ileo distal. O paciente piorou clinicamente, apresentando-se prostrado e com hipoxemia no 4º dia de internação. A contagem de linfocitos CD4 no início do tratamento era de 45 células/mm³ e a PPD (prova tuberculinica anérgica) era 0 mm. Diante do exposto, a conduta mais adequada é:

    realizar biopsia de linfonodo e coleta de escarro para análise de baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria; suspender a TARV e avaliar inicio de corticoide.

  • 3

    Durante o atendimento ambulatorial, José, de 68 anos, queixou-se de dor toracolombar de intensidade moderada, constante, iniciada há 3 semanas. Foi associada a dormência nas duas pernas, havendo piora da dor quando ele ficava muito tempo em pé e melhora quando se sentava ou se deitava. O paciente já estava em tratamento para diabetes mellitus há 10 anos, com elevação recente da dose de metformina para 2 g/dia. Segundo ele, a glicemia estava bem controlada, mas o tabagismo e o alcoolismo persistiam (75 maços x ano e 40 g de álcool por dia). Na anamnese dirigida, revelou-se constipação de inicio recente, sem mudança do volume ou consistência das fezes. Não houve qualquer outra queixa ou sintoma relatado. No exame fisico, notam-se dor à palpação da musculatura paravertebral bilateralmente, bem como dor em queimação agravada em flexão de quadril e coxa. Sinais de Lasègue e Kernig positivos bilateralmente. O restante do exame fisico não mostrou alterações. Considerando o quadro exposto, é correto afirmar que:

    radiografia de tórax, VHS, proteína C-reativa e hemograma devem ser solicitados, mas pode ser necessário solicitar também uma ressonância nuclear magnética (RNM) de coluna torácica e lombar se as medidas comportamentais e analgesia não melhorarem.

  • 4

    Um rapaz de 18 anos foi atendido no ambulatório de clinica médica para acompanhamento de lupus eritematoso sistêmico com nefrite e cardite. Estava em bom estado geral após 3 pulsoterapias com corticoide e ciclofosfamida, mas deveria fazer nova dose de corticoide sistêmico naquele mês. No entanto, apresentava lesões hiperemiadas com vesículas e algumas pústulas em dermátomos oftálmico e maxilar da hemiface direita. A impressão do médico foi de herpes zóster. A conduta adequada para esse caso é

    internação hospitalar para isolamento respiratório e de contato, prescrição de aciclovir parenteral e acompanhamento de complicações pelo herpes-zóster disseminado.

  • 5

    Uma paciente de 49 anos foi internada na enfermaria de clínica médica por quadro de sindrome consumptiva, ascite e fraqueza em membros inferiores. A paciente conta que tudo começou 1 ano antes com dormência nas pernas ascendendo até o meio da perna e posterior redução de força em membros inferiores. Naquela época, houve turvação visual e cefaleia. Com aproximadamente 4 meses de sintomas, sem limitação para trabalhar e realizar as tarefas da vida diária, a cefaleia e a turvação visual ficaram mais proeminentes. Segundo a paciente, foram realizados diversos exames (ressonância de crânio, coluna cervical e lombar), sem evidência de alterações. A pressão do liquor estava alta, motivando o uso de acetazolamida por 8 meses (até a internação). No dia da internação, pode-se observar hepatoesplenomegalia, ascite de grande volume, déficit sensitivo-motor distal em membros inferiores com hiporreflexia, fenômeno de Raynaud, cistos em tireoide (ultrassom confirmando e uso prévio de levotiroxina) e lesões cutâneas hipercrômicas. Outros exames demonstraram lesões osteoescleróticas em esterno, derrame pleural e pericárdico e padrão de polirradiculoneuropatia desmielinizante crônica A conduta adequada para o quadro é:

    dosagem de eletroforese de proteinas séricas e urinárias com imunofixação em busca de pico monoclonal.

  • 6

    Uma mulher de 20 anos se queixa de edema generalizado iniciado há 3 semanas, que evoluiu com piora progressiva. Relata hiporexia e astenia nesse período. Desconhece ser portadora de doenças atuais ou prévias e não far uso de quaisquer medicamentos ou drogas. Ao exame fisico, PA: 160 x 90 mmHg, FC: 97 bpm, FR: 22 ipm, SpO2 98% (em ar ambiente). As mucosas estão hipocoradas, ictéricas e hidratadas. Hå edema na face, pálpebras, parede abdominal e membros inferiores. Há também ascite e sindrome de derrame pleural. Exames de laboratório: sangue: Hb: 7,0 g/dL; Hct: 24%; VCM: 98 FL; HCM: 31 pg CHCM: 32 g/dL; RDW: 18, 3%; leucocitos: 3.400/mm²; neutrófilos segmentados: 1.500/mm²; linfocitos: 700/mm²; Plq.: 201.000/mm²; PCR: 28m g/dL; FAN reagente: 1:320 padrão nuclear homogêneo, anti-DNA reagente; anti-SSA reagente; anti-SSB reagente; anti-Sm reagente; ANCA não reagente; C3: 43 mg/dL (90-170 mg/dL); C4: 10 mg/dL (VR: 12-36 mg/dL); exame de urina: densidade 1.020; pH 6,0; nitrito negativo; proteínas ++++; hemoglobina ++; 4 piócitos/campo, 145 hemácias/campo; presença de cilindros hemáticos. Para investigação da anemia apresentada pela paciente, são solicitados os seguintes exames: LDL 1150 UI/L (VR: 120-246 UI/L); BT: 4,2 mg/dL; BD: 0,4 mg/dl; reticulocitos: 18%, Coombs direto positivo; ferro sérico: 52 mcg/dl. (VR: 65-175 mcg/dl]; ferritina 650 ng/ml. (VR: 10-291 ng/ml); capacidade total de ligação do ferro: 200 mcg/dl (250-425 mcg/dl). A conduta imediata mais adequada para o tratamento da anemia é

    administração de corticoide.

  • 7

    A pneumonia em organização criptogénica (POC) tem sua forma idiopática de pneumonia em organização, anteriormente chamada de bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP). É uma doença pulmonar intersticial difusa decorrente de lesão na parede alveolar tipicamente caracterizada por infiltrados pulmonares periféricos e difusos com áreas de preenchimento alveolar e responsividade a terapia sistêmica com glicocorticoides. A manifestação clínica é de uma pneumonia subaguda ou de dificil resolução, com tosse pouco produtiva, dispneia, febre baixa e fraqueza ou cansaço. No entanto, há diversas condições autoimunes, pneumonias de hipersensibilidade e efeitos colaterais que devem ser excluidos para que a POC seja dada como idiopática. Em uma análise mais profunda sobre a POC, o quadro descrito acima pode indicar pneumonia em organização caso se verifique(m).

    aspecto tomográfico de consolidação irregular do espaço aéreo, opacidades em vidro fosco e pequenas opacidades nodulares em paciente usuário de cocaina.

  • 8

    Um homem de 31 anos, previamente saudável, apresenta-se com uma história de 2 anos de disfagia intermitente, principalmente para alimentos sólidos. Relatou 2 episódios de impactação alimentar, com necessidade de endoscopia digestiva alta de urgência. Estava em uso de esomeprazol (40 mg ao dia) há 6 meses, sem melhora significativa dos sintomas de disfagia. Realizou recentemente nova endoscopia, em que a biopsia foi compatível com esofagite eosinofilica, sem estenose esofágica. Foi orientado a restringir alimentos que pudessem estar associados com essa forma de esofagite. Contudo, não houve resposta satisfatória. Nesse caso, a estratégia de intervenção mais adequada é:

    associar um esteroide tópico (como fluticasona ou budesonida) por via oral.

  • 9

    Uma mulher de 42 anos, com história de "reumatismo" na infância, procura ambulatório com um quadro de cansaço aos esforços. Tem história de "isquemia cerebral" há 2 anos, sem sequelas motoras. Ao exame fisico, a pressão arterial é de 110 x 68 mmHg e a frequência cardíaca é de 60 batimentos por minuto. Apresenta ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas e 81 acentuada. Na ausculta cardíaca, há um sopro diastólico em foco mitral. Nos exames laboratoriais, há um clearance de creatinina estimado em 46 ml/min/1,73 m². No ecocardiograma, foram observados estenose mitral moderada e episódios de fibrilação atrial no Holter de 24 horas. Em relação à prevenção de embolização sistémica, está mais indicado o uso de:

    varfarina, com a dose de acordo com o INR

  • 10

    Uma paciente de 47 anos, que vinha em uso de medicações para controle de transtorno bipolar, é levada para atendimento com alteração do nivel de consciência, confusão mental, sudorese e desorientação. Ao exame, foi observada rigidez muscular generalizada, especialmente em membros superiores e inferiores. Apresentou pressão arterial de 172 por 104 mmHg, frequência cardíaca de 109 batimentos por minuto, frequência respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto e temperatura axilar de 39,2 °C. O exame laboratorial revelou aumento significativo de creatinofosfoquinase sérica, sem alterações nas transaminases. Como a equipe médica suspeitou de sindrome neuroléptica maligna, suspendeu as medicações em uso e iniciou terapia de suporte clínico. Fazem parte do arsenal terapêutico da síndrome neuroléptica maligna as seguintes medicações:

    dantrolene e bromocriptina.

  • 11

    Um homem de 48 anos foi admitido no hospital com erupção cutânea generalizada, mal-estar geral e febre. Ele relatou ter iniciado recentemente alopurinol para controle de hiperuricemia. Nos últimos dias, ele notou o surgimento de uma erupção cutânea que começou no tronco e se espalhou para membros, região cervical e face. Além disso, queixava-se de náuseas e dor abdominal. No exame fisico, foram observados erupção cutânea maculopapular generalizada, adenomegalia generalizada e edema em face, mãos e pés bilateralmente. Nos exames laboratoriais, foram encontradas leucocitose, eosinofilia e elevação das transaminases. A principal hipótese diagnóstica nesse caso é:

    sindrome de hipersensibilidade induzida por drogas (DRESS).

  • 12

    Um jovem de 20 anos foi admitido com um quadro de hepatite, esplenomegalia com hiperesplenismo, anemia hemolitica com Coombs negativo, hipertensão portal e confusão mental. O exame neurológico mostrou síndrome rigida-acinética semelhante ao parkinsonismo, tremores e ataxia, Foram também observadas disartria, disfagia e incoordenação motora, Tais achados neurológicos se associam a disfunção dos ganglios da base. O tratamento instituído foi D-penicilamina oral (0,75-2 g/dia em doses divididas, tomadas 1 hora antes ou 2 horas após a refeição). associada a piridoxina oral, 50 mg por semana. Foi também prescrito zinco elementar na dose de 50 mg três vezes ao dia. Houve melhora clínica e indicação para que o tratamento fosse continuado indefinidamente, além de una dieta específica. A doença em questão é:

    doença de Wilson.

  • 13

    Um jovem de 24 anos refere lombalgia e dor sacroiliaca crônicas há aproximadamente 6 meses. Apresenta também dor progressiva em membro inferior esquerdo. No último mês, vem apresentando rigidez matinal que melhora com exercícios físicos. A dor lombossacra chega a acordá-lo no meio da noite. Afirma também ter certa dificuldade em expandir a parede torácica. O diagnóstico mais provável é

    espondilite anquilosante.

  • 14

    Um paciente de 45 anos, tabagista, apresentava diabetes mellitus e dislipidemia, porém não era hipertenso. Foi atendido no pronto- socorro com quadro de edema agudo do pulmão hipertensivo. Apresentou melhora clínica e foi liberado com prescrição de losartana e hidroclorotiazida. A hipertensão ficou refratária ao tratamento e o paciente desenvolveu insuficiência renal aguda, que foi associada ao uso da losartana. No exame fisico, foi detectado um sopro em linha mamilar esquerda na altura da cicatriz umbilical. O doppler de carótidas mostrou obstrução de 50% à direita e 40% à esquerda.. A doença em questão é

    estenose de artéria renal.

  • 15

    Uma paciente de 44 anos e com diagnóstico de hepatite C, não tratada, desenvolveu quadro de porfiria. O tratamento instituído consistiu em antivirais de ação direta contra o HCV, hidroxicloroquina e flebotomias regulares. O tipo de porfiria em questão é:

    porfiria cutânea tardia.

  • 16

    Durante a tragédia das enchentes no estado do Rio Grande do Sul em 2024, ocorreram vários casos de leptospirose que acometeram principalmente voluntários que atuaram no resgate da população atingida. A insuficiência renal causada pela doença tem como lesão histopatológica:

    nefrite tubulointersticial.

  • 17

    Um paciente de 45 anos, sem doenças prévias, desenvolveu enfermidade de instalação súbita e progressiva com quadro de náuseas, võmitos, diarreia e dor abdominal. Logo após, queixou-se de cefaleia, vertigem e tontura. Foi internado na emergência, onde foi iniciada hidratação venosa e administração de sintomáticos. Entretanto, 3 horas depois começou a apresentar visão turva, ptose palpebral, diplopia, disfagia, disartria, boca seca e fraqueza muscular simétrica, acometendo com maior intensidade os membros superiores, sem perda da sensibilidade. Notaram-se hipotensão sem taquicardia e retenção urinária. Cerca de 6 horas após a internação, evoluiu para paralisia flácida motora descendente, associada a comprometimento autonômico disseminado, Durante todo esse período, o paciente se manteve consciente. A fraqueza muscular descendente afetou os músculos do tronco e dos membros, levando a dispneia, insuficiência respiratória e tetraplegia flácida. Foi necessária a transferência do paciente para o CTI, com instalação de tubo orotraqueal e ventilação mecânica, além de rotinas terapêuticas para pacientes graves. O diagnóstico mais provável é

    infecção pelo Clostridium botulinum.

  • 18

    Um paciente de 22 anos apresentou quadro clinico com início abrupto de febre, cefaleia, mialgia, anorexia, náuseas e võmitos. For avaliado na UPA e liberado com prescrição de sintomáticos. Vinte e quatro horas depois, apresentou diarreia, artralgia, dor ocular, fotofobia e hemorragia conjuntival, além de tosse. Foi internado, recebendo hidratação venosa e sintomáticos venosos. Foram solicitados exames complementares, com os seguintes resultados: leucocitose, neutrofilia e desvio à esquerda, plaquetopenia, aumento de ureia e creatinina, CPK elevada, baixa densidade urinária, proteinúria, bematúria microscópica e leucocitúria. Foi então iniciada antibioticoterapia com sulfametoxazol + trimetoprima. Logo a seguir, o paciente apresentou exantema, eritema macular, papular purpúrico, distribuídos no tronco ou na região pré-tibial. USG exibiu hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia. Na ocasião, reclamou de intensa mialgia, principalmente em região lombar e nas panturrilhas. Apesar do uso de antibiótico, não apresentou melhora, com evolução para triade insuficiência renal, ictericia rubinica e hemorragia pulmonar discreta (sindrome de Weil). Foi intubado e no CTI iniciou penicilina G cristalina em dose plena e cuidados intensivos. Após 10 dias, apresentou melhora clínica, sendo transferido para enfermaria até concluir seu tratamento. A doença descrita acima é

    leptospirose

  • 19

    Um homem de 50 anos em tratamento para hepatite C, com cirrose hepática compensada CHILD PUGH A, tem histórico de falha terapéutica com uso prévio de antivirais de ação direta. O médico assistente do serviço de atenção especializada prescreveu um novo esquema terapêutico, recomendado pelo Ministério da Saúde. O esquema prescrito foi:

    sofosbuvir/pibrentasvir/glecaprevir por 12 semanas.

  • 20

    Mulher de 65 anos procura o gastroenterologista com queixas de astenia, prurido palmar e plantar e elevação de fosfatase alcalina (1005 Ul/mi) e Gama GT (1200 UI/ml). As enzimas hepáticas TGO e TGP estão elevadas (300 e 250 UI/mi, respectivamente) e a bilirrubina total é de 6,0 mg/dl, as custas da bilirrubina direta. Apresenta plaquetopenia de 85.000/mm², e a ultrassonografia de abdomen aponta alterações compatíveis com doença parenquimatosa crônica do fiígado, sem dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas e vesícula biliar anecoica. A principal hipótese diagnóstica para o caso e o exame complementar a ser solicitado são, respectivamente:

    colangite biliar primária; antimitocondria.

  • 21

    Um homem de 64 anos de idade, saudável, agricultor, apresenta-se no consultório com uma lesão cutânea que ele notou há cerca de 6 meses. A lesão está localizada no dorso da mão direita e tem crescido lentamente. O paciente relata que a área está um pouco dolorosa e pruriginosa. Ao exame fisico, observa-se uma lesão de 1,2 cm de diâmetro, de cor acastanhada, bordas irregulares, e com algumas áreas de ulceração, e hä linfadenomegalia palpável na axila. Com base na descrição clínica e no exame fisico, as melhores propostas diagnóstica e terapéutica para esse paciente são, respectivamente:

    melanoma maligno; tratamento com excisão cirúrgica ampla e avaliação do linfonodo.

  • 22

    Um homem de 47 anos de idade, furnante ha 30 anos e com histórico de consumo de bebidas alcoólicas destiladas, apresenta uma úlcera dolorosa na lingua hà 3 meses. Relata que a lesão não cicatriza e está aumentando de tamanho. Além disso, nota dificuldade para engolir e dor referida no ouvido. Ao exame fisico, observa se uma úlcera irregular na borda lateral da lingua, com margens endurecidas e base infiitrada. Não há linfonodos cervicais palpáveis. O diagnóstico provável e o tratamento inicial mais adequado para esse paciente são, respectivamente:

    carcinoma espinocelular; biópsia da lesão, estadiamento e tratamento cirúrgico.

  • 23

    Um adolescente de 16 anos foi admitido no pronto-socorro após queda de motocicleta. Ele estava lúcido e com sinais vitais estáveis. Realizou-se uma tomografia computadorizada do abdômen, que mostrou uma laceração esplenica grau Il. Optou-se por um tratamento conservador inicial com monitoramento em unidade de terapia intensiva. Após 24 horas de internação, o paciente apresentou uma queda súbita na pressão arterial, aumento da frequência cardiaca e sinais de irritação peritoneal. Uma nova TC de abdomen mostrou aumento significativo do hemoperitonio e sinais de ruptura esplènica adicional. Diante desse quadro, a conduta mais apropriada para esse paciente é:

    transferi-lo para a sala de cirurgia para uma esplenectomia de emergència.

  • 24

    Schistosama, um helminto pertencente à classe Trematoda, à familia Schistossomatidae e ao gênero Schistosoma, são vermes digenéticos, delgados, de coloração branca e sexos separados. A fêmea adulta, mais alongada, encontra-se alojada em uma fenda do corpo do macho, denominada canal ginecóforo. O ser humano é o principal hospedeiro definitivo do S. mansoni. E nele que o parasita desenvolve a forma adulta e se reproduz sexuadamente, gerando ovos que são disseminados no meio ambiente por meio das fezes, ocasionando a contaminação das coleções hidricas, O ciclo biológico do S. mansoni depende da presença do hospedeiro intermediário no ambiente. Os caramujos gastrópodes aquáticos, pertencentes à familia Planorbidae e ao gênero Biomphalaria, são os organismos que possibilitam a reprodução assexuada do helminto. Com relação ao periodo de transmissibilidade dessa doença, é correto afirmar que:

    a pessoa infectada pode eliminar ovos viáveis de S. monsoni a partir de 5 semanas após a infecção e por um período de 6 a 10 anos, podendo chegar a até mais de 20 anos.

  • 25

    Carlos, 27 anos, vai à consulta médica com febre, exantema, gânglios retroauriculares aumentados, conjuntivite, artralgia e tosse. Em seu prontuário, não há registro de vacinação contra a rubéola. Ele declara não ter viajado recentemente, nem ter tido contato com pessoas confirmadas para rubéola. Contudo, sua região encontra-se no estado que registrou um surto da doença há 4 meses. Trata-se de um caso suspeito de rubéola. O melhor método para fazer a confirmação desse caso é:

    realizar a sorologia de anticorpos IgM e IgG contra rubéola.

  • 26

    Um senhor de 82 anos comparece à consulta queixando-se de uma cefaleia de inicio recente. HAS controlada com IECA. Exame fisico sem particularidades, exceto por espessamento da artéria temporal à palpação. Nesse contexto:

    VHS > 100 mm/h aumenta a chance de arterite de células gigantes;

  • 27

    Segundo o Manual de Recomendações e Controle da Tuberculose no Brasil 2a ed., atualizado em 29/05/2024, a transmissão e adoecimento por TB são influenciados por fatores demográficos, sociais e econômicos. Dentre os fatores que contribuem para a manutenção e propagação da doença, destacam-se: urbanização crescente e desordenada, desigualdade na distribuição de renda, moradias precárias e superlotação, insegurança alimentar e baixa escolaridade, bem como dificuldade de acesso aos serviços e bens públicos. Dessa maneira, no Brasil, assim como em outros países que têm condições de vida semelhantes, alguns grupos populacionais apresentam maior vulnerabilidade para a TB. Pelo exposto acima, em comparação com a população em geral, o risco de adoecimento por tuberculose é maior no seguinte grupo:

    pessoas vivendo em situação de rua.

  • 28

    (SES-PE - 2025) Um homem de 85 anos, residente de uma instituição de longa permanência, é submetido a exames de rotina devido a histórico de hipertensão e diabetes controlados. Ele está assintomático, sem queixas de dor ao urinar, febre, urgência ou frequência urinária aumentada. Durante o exame físico, ele se apresenta afebril, em bom estado geral e sem sinais de desconforto abdominal ou lombar. Traz os seguintes exames Ureia 45 mg/dL, sumário de urina: sem leucócitos por campo, nitrito negativo, urocultura: crescimento de Escherichia coli, 10^5 UFC/ml. Dado o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual é a conduta mais adequada para esse paciente?

    Não iniciar tratamento, pois ele está assintomático, e a bacteriúria é considerada colonização.

  • 29

    Uma mulher de 58 anos com diagnóstico de diabetes tipo 2 há 8 anos procura atendimento para ajuste do tratamento. Ela tem histórico de hipertensão e insuficiência cardiaca com fração de ejeção reduzida (IC-FER). Atualmente, usa metformina 1000 mg duas vezes ao dia, mas, seu controle glicêmico permanece inadequado, com HbAle de 8,0% Exames laboratoriais mostram função renal preservada (eTFG de 75 mL/min/1.73 m²). Diante do histórico de insuficiência cardiaca e do perfil glicêmico atual, qual seria a melhor opção terapèutica para adicionar ao esquema, de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBO)?

    Iniciar um inibidor de SGLT-2 para beneficios glicémicos e cardiovasculares

  • 30

    [UFRJ 2025] Menino, 6 anos, com história de urticária a amendoim, é admitido com urticas generalizadas e edema em ambas as pálpebras que se iniciaram há 40 minutos, aproximadamente 10 minutos após ter ingerido um bolo que supostamente não continha amendoim. A conduta terapêutica mais adequada é:

    anti-histamínico oral ou injetável; mantê-lo em observação

  • 31

    Uma mulher de 28 anos, com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico há 3 anos, apresenta dor torácica ao inspirar, febre e fadiga. No exame, há atrito pericárdico e edema leve nos membros inferiores. Exames laboratoriais mostram FAN positivo em padrão nuclear homogeneo, anti-DNA elevado e PCR alta. Ecocardiograma revela pequeno derrame pericárdico. Considerando os achados, qual seria o manejo terapêutico inicial mais indicado?

    Iniciar corticosteroides para controle de serosite e considerar imunossupressor conforme resposta.

  • 32

    (SES-PE 2025) Um paciente de 60 anos com histórico de câncer de pulmão de células escamosas procura o pronto-socorro com confusão mental, fraqueza e dor abdominal. Exames laboratoriais mostram: Cálcio sérico: 13.8 mg/dL\(referência: 8,5-10,5 mg/dL) PTH: suprimido (<5 pg/mL; referência 15-65 pg/mL) Fósforo: normal Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta mais indicada?

    Hipercalcemia maligna; iniciar hidratação venosa e considerar bisfosfonatos.

  • 33

    (SES-PE 2025) Um homem de 45 anos chega ao hospital com náuseas, constipação e fraqueza muscular. Ele relata uso diário de altas doses de vitamina D e cálcio há vários meses. Exames laboratoriais mostram cálcio sérico de 12,5 mg/dL referência: 8,5- 10,5 mg/dL), PTH baixo de 10 pg/mL. (referência: 15-65 pg/mL), 25-hidroxivitamina D elevada de 150 ng/mL (referência: 20-50 ng/mL) e creatinina normal. Qual é a conduta inicial mais apropriada para o manejo desse paciente?

    Suspender a suplementação de vitamina D e iniciar hidratação venosa com solução salina.

  • 34

    (SES-PE 2025) Um homem de 55 anos apresenta dor e rigidez nas articulações das mãos e pés, com piora matinal. No exame fisico, há inchaço nas articulações metacarpofalângicas, metatarsofalangicas e joelhos, com deformidades nas mãos em "padrão de cisne" e "botonê". Relata fadiga e perda de peso recente. Exames laboratoriais mostram Fator reumatoide (FR) positivo, Anti-CCP positivo, VHS elevado e radiografia das mãos com erosões marginais e diminuição do espaço articular. Considerando esses achados, qual é o diagnóstico mais provável?

    Artrite reumatoide.

  • 35

    (SES-PE 2025) Um homem de 85 anos, residente de uma instituição de longa permanência, é submetido a exames de rotina devido a histórico de hipertensão e diabetes controlados. Ele está assintomático, sem queixas de dor ao urinar, febre, urgência ou frequência urinária aumentada. Durante o exame físico, ele se apresenta afebril, em bom estado geral e sem sinais de desconforto abdominal ou lombar. Traz os seguintes exames Ureia 45 mg/dL, sumário de urina: sem leucocitos por campo, nitrito negativo, urocultura: crescimento de Escherichia coli, 10^5 UFC/ml. Dado o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual é a conduta mais adequada para esse paciente?

    Não iniciar tratamento, pois ele está assintomático, e a bacteriúria é considerada colonização.

  • 36

    (SUS SP 2025) Uma mulher de 23 anos de idade, com antecedentes de lúpus eritematoso sistêmico com atividade articular bem controlada, em uso de hidroxicloroquina, compareceu ao pronto-socorro com quadro agudo de tosse, dispneia, febre, náusea e mal-estar, desidratação, piora das dores articulares e rash malar. Nos exames admissionais, constatou-se ureia de 88 e creatinina de 2,1. Foi notada a presença de consolidação em base direita nos raios X de tórax. A paciente fez exames ambulatoriais recentes que não apresentaram alteração na função renal. Com base nessa situação hipotética, quanto à investigação da etiologia da injúria renal apresentada, assinale a alternativa que apresenta o tratamento correto.

    Além de hidratar a paciente, a depender da evolução clínico laboratorial, seria prudente solicitação de C3, C4 e anti-DNA, além da avaliação de possível proteinúria.

  • 37

    (SESPE 2025) Uma mulher de 28 anos, com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico há 3 anos, apresenta dor torácica ao inspirar, febre e fadiga. No exame, há atrito pericárdico e edema leve nos membros inferiores. Exames laboratoriais mostram FAN positivo em padrão nuclear homogêneo, Anti-DNA elevado e PCR alta. Ecocardiograma revela pequeno derrame pericárdico. Considerando os achados, qual sería o manejo terapêutico inicial mais indicado?

    Iniciar corticosteroides para controle da serosite e considerar imunossupressor conforme resposta.

  • 38

    (PSU GO 2025) Leia o relato do caso clínico a seguir. Paciente, sexo feminino, 35 anos de idade, apresenta púrpura de membros inferiores associada à mononeurite múltipla e pneumopatia intersticial não específica (PINE). Na investigação foi encontrado fator reumatoide 88 UI (VR<14UI), anti-Ro 240 UI (reagente), anti-La, anti-Sm, anti-RNP e anti- DNA não reagentes e hipergamaglobulinemia policlonal. Biopsia de glândula sublingual mostra sialoadenite linfocitica focal, com focus score = 2. Qual é o diagnóstico?

    Doença de Sjogren.

  • 39

    (PSU GO 2025) Leia o relato do caso clínico a seguir. Paciente, sexo feminino, 45 anos de idade, há 1 ano vem apresentado tosse seca, sendo que há 6 meses houve piora, evoluindo com dispneia aos esforços. Nega comorbidades como hipertensão arterial sistêmica, diabetes e dislipidemia. Ao exame apresenta edema difuso nas mãos, presença de fenômeno de Raynaud, telangiectasias em face e microcicatrizes em polpas digitais. Ausculta pulmonar apresenta estertores crepitantes em bases pulmonares. Qual é o anticorpo associado ao caso clínico?

    Anti-Sc170.

  • 40

    (SCMBH 2025) Paciente sexo feminino, 43 anos, procura atendimento por estar apresentando quadro de queda capilar e lesões em face que pioram a exposição solar. Paciente tem apresentado dor articular, porém sem nenhuma deformidade a avaliação. Pensando em sua avaliação diagnostica, você pede alguns exames: Hb: 11,2 GL:3900 n:2100 Lf: 430 Plaq:110000 Coombs Direito positivo, C3:25, VHS: 65, EAS: Proteina +++, FAN não reagente. Sobre o diagnóstico dessa paciente, responda a alternativa CORRETA:

    Importante dosar anti-Ro em pacientes com probabilidade de Lúpus e FAN negativo.

  • 41

    (FAMERP 2025) Uma mulher de 28 anos apresenta-se ao consultório devido alteração no exame de urina. Trazia exames com proteinúria 1g/24 horas e anemia hemoglobina 10,5 g/dL. Em investigação apresentou FAN positivo 1:360. Realizada biópsia renal, demonstrava nefrite lúpica classe 4. Com base nos achados acima, em relação ao diagnóstico da paciente:

    Lupus eritematoso sistêmico, pois possui FAN positivo em titulação elevada e biopsia renal compatível com nefrite lúpica classe 4, o que é suficiente para diagnóstico

  • 42

    (FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ 2025) Uma mulher de 58 anos de idade compareceu ao hospital apresentando espessamento cutâneo nas mãos, no tronco e na face, fenômeno de Raynaud, há dois anos, associada a manifestações compatíveis com a doença do refluxo gastroesofágico. O paciente piorou progressivamente, com tosse seca e dispneia. A investigação complementar demonstrou fator antinúcleo reagente, antitopoisomerase reagente, e a tomografia de tórax identificou acometimento intersticial. Com base nessa situação hipotética e na principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa que apresenta a droga indicada para o tratamento do acometimento pulmonar.

    ciclofosfamida

  • 43

    (UNITAU 2025) Paciente A.P.B., 28 anos, portadora de Lupus eritematoso sistêmico, diagnosticado há 3 anos, dá entrada na Unidade de Emergência com quadro de hemiparesia direita e afasia, percebido hoje pela manhã, ao acordar. Faz uso de: prednisona 5 mg/dia; hidroxicloroquina 400 mg/dia; azatioprina 100 mg/dia; pantoprazol 20 mg/dia; colecalciferol 7.000 Ul/semana. A tomografia computadorizada de crânio da admissão não apresentou alterações. No entanto, foi repetido o exame após 24 horas, que confirmou a hipótese diagnóstica de Acidente vascular cerebral isquêmico. Foram solicitados autoanticorpos, dentre eles o anticoagulante lúpico, anticardiolipina e antibeta2 glicoproteina1, todos positivos. Qual o diagnóstico e o tratamento domiciliar mais indicado?

    Sindrome do Anticorpo Antifosfolipideo (SAAF); varfarina.

  • 44

    [USP SP 2025] Mulher, 78 anos de idade, bateu a cabeça no chão há 2 horas, após escorregar. Nega perda de consciência e lembra de tudo que aconteceu. Tem ferimento cortocontuso frontal. Faz uso de losartana e hidroclorotiazida. Ao exame físico, encontra-se com a escala de coma de Glasgow de 15, pupilas sem alterações e com ferimento frontal de 2 cm. Após a realização da sutura, qual é a conduta mais adequada?

    Tomografia de crânio.

  • 45

    Homem de 63 anos comparece à consulta, no ambulatório de clínica médica, com queixa de dor em ombro esquerdo iniciada há cerca de três meses, com piora progressiva. Ao exame, paciente apresenta dor à mobilização, com irradiação para o membro superior esquerdo e parestesia associada, além de miose, enoftalmia e ptose palpebral do mesmo lado. Considerando o diagnóstico mais provável, o exame que deve ser solicitado para investigação é:

    TC de tórax

  • 46

    Paciente, sexo masculino, 50 anos de idade, då entrada no Pronto Socorro com a queixa de dispneia e tosse pouco produtiva há três meses, com piora, há três dias. Refere piora dos sintomas ao se deitar. Relata também cefaleia e náuseas. Refere tabagismo de 40 maços/ano. Ao exame físico, regular estado geral, pletora facial, estase de jugulares, Temperatura axilar: 36,5°C, FC: 78bpm, PA: 122x78mmHg, FR: 24imp; ausculta cardíaca sem alterações; ausculta respiratória com murmúrios vesiculares bem distribuídos com roncos e crépitos difusamente bilateral; abdome plano, flácido e indolor; edema dos menbros superiores +2/+4. Após o exame inicial, indique a principal suspeita diagnóstica que levou o paciente a procurar o Pronto Socorro.

    Sindrome da veia cava superior.

  • 47

    Em relação ao rastreamento do câncer de pulmão, assinale a alternativa correta:

    É indicado para assintomáticos entre 50 e 80 anos, carga tabágica ≥ 20 anos-maço, fumantes ou que pararam há menos de 15 anos.

  • 48

    Qual alternativa apresenta uma característica tomográfica que sugere malignidade (primário pulmonar) em um nódulo pulmonar?

    Contornos espiculados.

  • 49

    Mulher de 65 anos de idade é atendida no ambulatório de clínica médica por queixa de tosse crônica. Refere que o quadro iniciou há 1 ano, quando realizou tomografia de tórax (imagem à esquerda) como parte da investigação diagnóstica. Nega antecedentes morbidos relevantes. O exame clínico é normal. Realizou nova tomografia de tórax há 15 dias (imagem à direita). Qual é o próximo passo?

    Solicitar biopsia pulmonar

  • 50

    (UNIFESP 2024) Homem, 28 anos de idade, apresenta edema cervicofacial matinal, tontura e cefaleia de início recente há 10 días. Exame fisico: corado, hidratado eupneico, PA 120/70 mmHg, telangiectasias na parede torácica anterior, murmúrio vesicular presente e simétrico bilateral, sem ruídos adventícios. Fundo de olho: edema de papila. Exame neurológico normal. Qual é o diagnóstico sindromico, possível causa e tratamento?

    Sindrome da veia cava superior - linfoma mediastinal - quimioterapia.

  • 51

    Homem, 68 anos, apresentou a alteração assinalada no escanograma de tórax: Analise as afirmativas: I- Os sinais clínicos de miose e ptose palpebral, enoftalmia e anidrose aumentariam a possibilidade de tumor de Pancoast. II- Uma TC do tórax não seria útil para avaliação da densidade da lesão apical e da sua relação com as estruturas adjacentes. III- Este tumor representa um tipo diferenciado do estágio III da doença. Pode-se afirmar que está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

    I e III

  • 52

    (USP-SP 2024) Homem, 25 anos, notou há 3 meses edema de face ao acordar pela manhã, com melhora durante o dia. Há 1 mês, há piora gradual do edema, com extensão para o pescoço, sem melhora ao longo do dia, associado à hiperemia dessa região. Há 15 dias, refere dispneia, inicialmente aos grandes esforços, com piora gradual. Nega febre. Exame Físico: REG; eupneico; Saturação 02 em ar ambiente: 92%; edema e hiperemia em face, em pescoço e em região superior de tronco; distensão venosa em região cervical e torácica superior e sem outras alterações. Qual o diagnóstico mais provável?

    Sindrome de Veia Cava Superior.

  • 53

    (UFCSPA 2024) Paciente tabagista de 60 anos-maço chega para consulta e você identifica uma síndrome de veia cava superior (SVCS). Com relação a esta sindrome, assinale a alternativa INCORRETA:

    No caso de SVCS a mortalidade está associada à obstrução da veia cava e não à causa subjacente.

  • 54

    (AMP 2024) Paciente do sexo feminino, 72 anos, vem a consulta com queixa de fraqueza, falta de ar, emagrecimento, anorexia, tosse e episódios de hemoptise há cerca de 6 meses. Refere ter sido tabagista por 40 anos, tendo parado há 15. Em relação a este caso clínico, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I) A principal hipótese diagnóstica desta paciente é um câncer de pulmão, que geralmente se apresenta com doença em estágio avançado, PORTANTO II) o rastreio para detecção de câncer pulmonar inicial deve ser realizado com tomografia computadorizada de tórax em indivíduos assintomáticos fumantes ou ex tabagistas, entre 50 e 80 anos, com história de tabagismo de pelo menos 20 maços/ano

    As duas assertivas são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.

  • 55

    (UEL 2024) O tabagismo representa um grave problema de saúde pública global, contribuindo significativamente para o aumento da morbidade e mortalidade em diversas doenças respiratórias, cardiovasculares e oncológicas. Recentemente, os cigarros eletrônicos, dispositivos eletrônicos para fumar, têm ganhado popularidade entre os jovens, suscitando preocupações sobre seus efeitos à saúde. Sobre o tema do tabagismo de cigarros eletrônicos, considere as afirmativas a seguir. I. Cigarros eletrônicos contém propilenoglicol, glicerina e aromatizantes, substâncias comuns de uso cosmético e alimentício, portanto não têm a capacidade de causar lesões pulmonares agudas. II. O tabagismo de cigarros eletrônicos, apesar de associado ao desenvolvimento de doenças respiratórias, é uma estratégia que pode ser usada a titulo de "redução de danos para a cessação do tabagismo de cigarro comum. III. Cigarros eletrônicos não expõem o tabagista a monóxido de carbono, mas podem conter substâncias químicas prejudiciais à saúde pulmonar, incluindo nicotina, altamente viciante, e produtos químicos voláteis. IV. Estudos científicos indicam que o uso de cigarros eletrônicos está relacionado ao aumento do risco de doenças respiratórias agudas, como a EVALI (sigla em inglês para e-cigarette, or vaping, product use-associated lung injury), especialmente em adolescentes e jovens adultos. Assinale a alternativa correta.

    Somente as afirmativas III e IV são corretas.

  • 56

    (SUS-SP 2023) Recomenda-se que, pelo risco que oferece à saúde do indivíduo, o tabagismo passivo seja frequentemente indagado aos usuários dos serviços de saúde (tanto quanto o tabagismo ativo), incluindo também as crianças. Nesse sentido, pode constituir-se como importante estratégia de identificação de fumantes e motivação destes para abandono do tabaco, sendo as principais consequências e efeitos de longo prazo do fumo passivo, o(a)

    aumento do risco de câncer de seios da face.

  • 57

    (SES-PE 2023) Durante uma consulta ambulatorial de rotina de um paciente com 65 anos, você percebe essa alteração no exame físico. Se você pudesse solicitar apenas um exame para investigação, qual dos exames abaixo escolheria?

    Tomografia de tórax

  • 58

    (UERJ 2023) Mulher de 57 anos, carga tabágica de 40 maços-ano há 10 anos, sem queixas respiratórias, realiza tomografia computadorizada (TC) de baixa dose, sendo visualizado nódulo de 1,1cm em ápice de pulmão direito, com calcificação central ocupando 60% do nódulo. A melhor conduta, nesse caso, será realizar:

    tomografia computadorizada de tórax com baixa dose em 12 meses

  • 59

    (UERJ 2024) Homem de 63 anos comparece à consulta, no ambulatório de clínica médica, com queixa de dor em ombro esquerdo iniciada há cerca de três meses, com piora progressiva. Ao exame, paciente apresenta dor à mobilização, com irradiação para o membro superior esquerdo e parestesia associada, além de miose, enoftalmia e ptose palpebral do mesmo lado. Considerando o diagnóstico mais provável, o exame que deve ser solicitado para investigação é:

    TC de tórax

  • 60

    (SCMRP - SP) Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu relatório de 2018 a neoplasia maligna que mais mata no mundo é o câncer de:

    Pulmão

  • 61

    (HMDI-GO) Marque a afirmativa CORRETA sobre as neoplasias malignas do pulmão:

    Os tumores broncogênicos representam mais de 90% das neoplasias malignas do pulmão.

  • 62

    (CEPOA-RJ) Assinale o tipo histológico mais prevalente em pacientes portadores de neoplasia pulmonar maligna não expostos ao tabagismo:

    Adenocarcinoma

  • 63

    (SCMBM-RJ) Qual das seguintes variedades de tumor de pulmão está MENOS relacionado ao tabagismo?

    Carcinoma bronquíolo-alveolar

  • 64

    (UFPB-PB) Paciente, 56 anos, com história de dispneia e tosse há 6 meses. Procura médico pneumologista que, após exame fisico, indicou broncoscopia por presença de sibilo localizado em HTD. A broncoscopia revelou tumoração de tom roxo em brônquio-fonte direito e foi realizada biópsia neste procedimento. Enquanto aguardava o resultado da biópsia em casa, o paciente apresentou episódios repetidos de diarreia aquosa, hipotensão, vermelhidão no corpo e chiado generalizado com duração variável. Baseado nestes achados, pode se supor que a tumoração trata-se de:

    Tumor carcinoide.

  • 65

    (UEM-2019) Correlacione alterações encontradas no hemograma com a patologia: I. Hemácias em alvo; II. Hemácias em rouleaux; III. Esquizócitos; IV. Dacriócitos; a. Síndrome hemolítica urêmica; b. Hemoglobinopatia C; c. Mielofibrose; d. Mieloma múltiplo

    III, I, IV e II

  • 66

    (FAMEMA - 2020) Paciente de 21 anos de idade, sexo masculino, apresenta quadro de celulite na coxa direita, iniciando o tratamento oral com trimetoprim-sulfametoxazol. Algumas horas depois, evolui com mal-estar, tontura, falta de ar, calafrios e lombalgia. Não há histórico de uso prévio de antibióticos. Exame fisico: hipocorado (2+/4+), icterico (1+/4+), eupneico e afebril. Exames séricos: hemoglobina: 9,1 g/dL, plaquetas: 330000/mm³, reticulocitos corrigidos: 15,8%; esfregaço de sangue periférico: presença de corpúsculos de Heinz. O diagnóstico mais provável é:

    deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.

  • 67

    (Santa Casa de Misericórdia de Goiânia - 2020) Paciente do sexo feminino, de 51 anos, queixa-se de cansaço e fraqueza há meses. O hemograma demonstra hemoglobina de 9.5 g/dL, hematócrito de 28.1%, VCM de 134 fL associado a reticulócitos baixos. O hematologista faz um esfregaço de sangue periférico e observa polimorfonucleados hipersegmentados com cerca de cinco a seis segmentações. O exame que mais contribuiria para o diagnóstico correto seria:

    dosagem de B12 e folato.

  • 68

    (Fundação João Goulart-RJ - 2018) São causas de microcitose e hipocromia no exame de esfregaço sanguíneo:

    anemia da inflamação, talassemia, anemia sideroblástica

  • 69

    (SURCE-CE - 2018) Paciente, feminina, 23 anos comparece ao ambulatório de clínica médica com quadro de astenia, fadiga, artralgias leves difusas e dispneia aos moderados esforços, há duas semanas, com piora progressiva. Relata também gengivorragia à escovação dentária, há uma semana. Ao exame físico, encontra-se com palidez cutâneo-mucosa moderada e petéquias em pernas e pés, com equimoses esparsas em membros, sem outras alterações. Hemograma evidenciou Hb 6,4 g/l (VR: 11,5-16 g/dl), leucocitos 3.900/mm³ (VR: 4000-11000/mm³) e plaquetas de 13.000/mm³ (VR: 150000-450000). Legenda: VR - valor de referência. Qual a abordagem diagnóstica inicial?

    Avaliação do sangue periférico, dos índices hematimétricos e reticulócitos.

  • 70

    (Fundação João Goulart) A proteína mais importante para o transporte de ferro no plasma é a:

    transferrina

  • 71

    A atual Política Nacional de Saúde Mental, no Brasil,

    decorre de um movimento impulsionado pela importância que o tema dos direitos humanos adquiriu no combate à ditadura militar na década de 1980.

  • 72

    A Lei n.º 10.216/2001 dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Esses direitos incluem I ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis. Il receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento. III ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental. IV receber benefício de prestação continuada, em caso de vulnerabilidade social.

    I, II e III, apenas

  • 73

    A política de saúde mental brasileira, resultado da mobilização de usuários, familiares e trabalhadores da Saúde, iniciada na década de 1980,

    determina que, em caso de internação psiquiátrica voluntária, ela poderá ser encerrada por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.

  • 74

    A internação psiquiátrica tem como principal objetivo atuar no manejo clínico de pacientes disfuncionais, em quadros agudos, graves e que, devido ao adoecimento mental, apresentam risco para si e para outros, ou seja, é uma modalidade de atenção destinada a pacientes que necessitarn de cuidados intensivos, cabendo à instituição hospitalar acolher, tratar, cuidar, respeitar e estabilizar o paciente para que ele possa ser reinserido na sociedade após resolução do episódio agudo, Considerando o enunciado, no contexto das modalidades de internação psiquiátrica, é CORRETO afirmar:

    A internação compulsória é determinada por magistrado e independe da vontade expressa da familia ou do paciente.

  • 75

    Em relação à internação psiquiátrica, assinale a alternativa correta.

    O Ministério Público deve ser comunicado das internações involuntárias.

  • 76

    A principal crítica formulada ao modelo de reforma psiquiátrica aplicado no Brasil, expressa nos diversos documentos da Associação Brasileira de Psiquiatria, advém de considerar que

    Há desvalorização do cuidado especializado em situações mais graves e emergenciais.

  • 77

    Assinale a alternativa correta em relação aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

    As modalidades dos CAPS são definidas de acordo com o número de habitantes de municípios ou regiões.

  • 78

    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o principal modelo de atenção dos serviços de saúde no cuidado aos usuários de álcool e outras drogas psicoativas, em implantação no Brasil.

    Centro de atenção psicossocial.

  • 79

    Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são dispositivos extra-hospitalares de porta ___________, pois ____________ de encaminhamento ou agendamento prévio para o atendimento de pacientes portadores de transtornos mentais ____________e_____________. Com base no funcionamento e organização dos CAPS, preencha adequadamente as lacunas:

    Aberta - independem - graves - persistentes.

  • 80

    Assinale a alternativa que corresponde a uma droga estimulante do sistema nervoso central.

    Cocaína

  • 81

    Um paciente de 51 anos procurou atendimento, referindo que precisa de ajuda para "parar de fumar". Nega sintomas respiratórios no momento, etilismo e outros vícios, é tabagista 40 anos/maço e teve HAS diagnosticada há um ano, sem outros antecedentes patológicos e familiares de relevância clínica. Durante a entrevista com o paciente, percebe-se que há a conscientização de que fumar é um problema, no entanto, há uma ambivalência quanto à perspectiva de mudança. Com base nessa situação hipotética, o estágio motivacional em que o paciente se encontra é o de

    contemplação

  • 82

    Sobre os fármacos recomendados para o tratamento de manifestações relacionadas à abstinência alcoólica na população pediátrica, assinale a alternativa que apresenta uma droga não indicada nesse caso.

    Fenitoína

  • 83

    Paciente do sexo masculino, de 35 anos, no pós-operatório imediato de cirurgia de hérnia inguinal, inicia com quadro de tremor de mãos acentuado de repouso, sua lingua e pálpebras estavam trêmulas, apresentando leve agitação. Estava orientado, sem prejuízo na memória. Diante desse quadro, assinalar a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável:

    Abstinência de álcool.

  • 84

    Paciente apresenta síndrome de abstinência alcoólica. É correto afirmar que

    a principal classe de medicamentos para o controle de sintomas é a dos benzodiazepínicos.

  • 85

    Homem, 40 anos, Internou por fratura de fêmur devido à queda em casa. No terceiro dia de internação, apresentou tremor nas mãos, irritabilidade e aumento da PA. A esposa relatou que o marido ingeria vinho diariamente. Na noite daquele dia estava sudorético, apresentava fala desconexa e incoerente e parecia tentar pegar insetos no ar. No quarto dia, a irritabilidade aumentou, dando sinais de que entraria em agitação psicomotora. Apresentava enzimas hepáticas elevadas. Em relação ao caso, o diagnóstico mais provável é__________ devem ser tratados com ___________. Os_____________ devem ser evitados , pois aumentam o risco de ______________.

    delirium tremens - benzodiazepinicos - antipsicóticos - convulsões

  • 86

    (CENTRO OFTALMOLÓGICO DE CÁCERES - MT 2018) Em relação à anatomia da córnea, assinale a alternativa correta:

    A córnea recebe muitas terminações nervosas, oriundas das fibras do ramo oftálmico do trigêmeo.

  • 87

    (HOSPITAL MUNICIPAL DR. MARIO GATTI - SP 2016) Denomina-se megalocórnea o diâmetro corneano horizontal no recém-nascido que ultrapasse:

    12mm

  • 88

    (REVALIDA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO - MT 2015) Em relação as bases morfofuncionais do aparelho da visão, analise as afirmativas abaixo: I. O olho, da mesma maneiro que o encéfalo, é derivado do tubo neural, com origem neuroectodérmica. II. A córnea é uma estrutura vascularizada. III. A esclera é formada por tecido conjuntivo denso e corresponde ao branco do olho. IV. A iris é responsável pela cor dos olhos. Está correto o que se afirma em:

    I, III e IV, apenas.

  • 89

    (INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL - RS 2013) Indique o par craniano responsável pela inervação da elevação da pálpebra:

    N. oculomotor.

  • 90

    (CENTRO OFTALMOLÓGICO DE CÁCERES - MT 2018) Com relação à fisiologia palpebral, assinale a alternativa correta:

    A porção lipídica do filme lacrimal é exclusivamente produzida por glândulas palpebrais.

  • 91

    (CENTRO OFTALMOLÓGICO DE CÁCERES - MT 2018) Quanto à fisiologia do filme lacrimal, a produção e secreção do componente mucinoso são realizadas em parte pelas glândulas:

    Limbares de manz.

  • 92

    Um paciente de 22 anos com retardo mental moderado é trazido à UPA por quadro de náuseas, vômitos, incontinência fecal e urinária, fasciculações musculares e sialorreia. O acompanhante, que é o avô do paciente e agricultor, refere não saber o que possa ter ocorrido com o neto, o qual estava em visita a sua propriedade rural pela segunda vez. Ele não soube afirmar se o paciente ingeriu algum dos medicamentos que o avô faz uso ou outras substâncias. Ao exame, o paciente encontra-se em regular estado geral, com pupilas mióticas, lacrimejamento excessivo e sialorreia. FC 49 BPM; glicemia capilar de 80mg/dL; e PA 100×60mmHg. Além disso, possui ritmo cardíaco regular em dois tempos com bulhas normofonéticas e sem sopros. Com base nessas informações, a principal hipótese diagnóstica e o tratamento imediato devem ser, respectivamente,

    intoxicação por organofosforados; administrar atropina.

  • 93

    Pré-escolar de três anos de idade, sexo masculino, previamente hígido, foi levado à emergência, apresentando agitação psicomotora, midríase, boca seca e rubor facial. A mãe dele informou que tinha percebido os sintomas havia uma hora, ao chegar do trabalho. O menor fica em casa com a irmã, de 10 anos, durante o período da tarde, até a mãe retornar do trabalho. Conforme o quadro clínico apresentado, trata-se de intoxicação por

    dexclorfeniramina.

  • 94

    Pré-escolar de 3 anos e 4 meses de idade deu entrada no pronto-socorro apresentando rigidez e espasmos musculares e hipertermia. Não apresentava dificuldade respiratória. Ausculta cardíaca sem anormalidades. Sem história prévia de doença cardíaca. O paciente estava recebendo oxigenoterapia quando um primo dele, de quatro anos, deu entrada no mesmo hospital, com quadro semelhante. Ambos haviam passado as últimas 12 horas na casa da avó materna, que há anos faz tratamento de esquizofrenia e hipertensão arterial. As evidências clínicas dessa história induzem a necessidade de o médico investigar

    intoxicação exógena de haloperidol.

  • 95

    Menino de 1 ano dá entrada em hospital após quadro convulsivo. Ao exame físico, apresenta midríase, taquicardia, sudorese, hipertensão, piloereção e hiperreflexia. Na anamnese, a mãe conta que o paciente está, há 2 dias, com obstrução nasal e espirros e, por estar com dificuldade para dormir devido à obstrução, usou medicamento em gotas que tinha em casa, nas narinas da criança. Após seu uso, o paciente iniciou o quadro atual. Considerando o agente farmacológico provável, trata-se de uma

    toxíndrome simpatomimética, que resulta da estimulação de nervos simpáticos (alfa e beta-adrenérgicos) mediada pelas catecolaminas noradrenalina e adrenalina.

  • 96

    Uma menina com 4 anos de idade, pesando 18 kg, é trazida pelos pais ao Pronto Atendimento após detectarem que ela ingeriu 6 comprimidos de 750 mg de paracetamol há aproximadamente 3 horas. No momento da consulta, a criança apresenta náuseas e dor abdominal. Diante desse quadro, a conduta imediata é:

    Administrar N-acetilcisteína.

  • 97

    Uma mãe leva ao pronto-socorro sua filha de 3 anos, com quadro de gastroenterite. Durante seu relato informa que a criança vinha apresentando febre persistente e que, por isso, administrou dose elevada de antitérmico. Diante desse quadro, a médica prescreve N-acetilcisteína como antídoto para a intoxicação. Considerando a prescrição médica, assinale a alternativa que apresenta o medicamento que causou a intoxicação.

    Paracetamol.

  • 98

    Menino com 12 anos de idade é trazido pelo pai ao ambulatório de pediatria. Na história, apresenta febre e dor intensa nas articulações do joelho há uma semana, a qual passou a acometer cotovelos e punhos. Há três semanas apresentou infecção de garganta (sic) tratada com amoxicilina. Ao exame, apresenta temperatura axilar = 38.4°C; frequência cardíaca = 132 bpm; estado geral comprometido; dispneia leve que piora com o decúbito. A ausculta cardíaca mostra sopro holossistólico, de média intensidade, mais audível em ápice, irradiando-se para a axila; 3ª bulha audível. Diante do quadro de alta suspeita diagnóstica de febre reumática, qual a medicação a ser prescrita nesse momento?

    Prednisona.

  • 99

    Uma adolescente de 12 anos de idade é levada pela mãe ao Ambulatório de Pediatria, apresentando quadro de dor nas articulações há cerca de 1 semana. Inicialmente, as dores se concentravam no joelho esquerdo, passando, em seguida, para o direito, cotovelos e punhos. Relata ter apresentado quadro de amigdalite bacteriana há cerca de três semanas, porém sem uso de antibióticos para tratamento. Ao exame, apresentava-se em regular estado geral, com fácies de dor, hipocorada 1+/4+, hidratada, anictérica e acianótica. O exame do aparelho cardiovascular evidenciou sopro sistólico 4+/6+ em bordo esternal esquerdo, com irradiação para todo o precórdio. Ausculta pulmonar sem anormalidades. Abdome indolor à palpação e sem visceromegalias. O exame articular evidencia dor, calor, rubor e limitação do arco de movimento em punhos e joelhos, principalmente à direita. Considerando o diagnóstico mais provável, a patologia cardíaca mais frequentemente associada e a medicação de escolha para o tratamento do processo inflamatório cardíaco são, respectivamente:

    regurgitação mitral e prednisona.

  • 100

    (ENARE 2023) Em relação à febre reumática, é correto afirmar que:

    a dor articular (artralgia) é considerada um critério menor para o diagnóstico.

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    問題一覧

  • 1

    Uma paciente de 60 anos foi internada para investigação de anemia associada a déficit cognitivo. O médico percebeu lentidão de raciocinio e redução da capacidade executiva. A paciente estava atenta e cooperando com o examinador quando se queixou de parestesias (dormência e queimação) simétricas em ambos os membros inferiores. Em relação à anemia, havia macrocitose e reticulocitopenia. O nivel de vitamina B12 sérica foi 125 pg/ml. (normal: acima de 200 pg/ml). Diante desse quadro clínico, além da investigação da causa da anemia, deve-se proceder à reposição:

    de cianocobalamina intramuscular (1000 microgramas por dia) e posterior injeção intramuscular uma vez por semana até reavaliação dos sintomas e investigação da causa.

  • 2

    Após o inicio de tratamento antirretroviral (TARV) há 1 mês, um paciente com sindrome consumptiva, candidiase e diarreia crônica foi internado por outras manifestações. O grupo de residentes da clínica médica percebeu, durante os primeiros três dias de internação, febre vespertina, linfadenomegalias cervicais e axilares com fistulização e constipação intestinal com colicas abdominais. Os exames demonstraram anemia e VHS e PCR elevados, bem como imagens reticulonodulares difusas e bilaterais em ambos os hemitórax. As tomografias reforçaram os infiltrados reticulonodulares com linfadenomegalias mediastinais com centro necrótico, além de linfadenomegalias mesentéricas com espessamento de ileo distal. O paciente piorou clinicamente, apresentando-se prostrado e com hipoxemia no 4º dia de internação. A contagem de linfocitos CD4 no início do tratamento era de 45 células/mm³ e a PPD (prova tuberculinica anérgica) era 0 mm. Diante do exposto, a conduta mais adequada é:

    realizar biopsia de linfonodo e coleta de escarro para análise de baciloscopia, teste rápido molecular para tuberculose e cultura para micobactéria; suspender a TARV e avaliar inicio de corticoide.

  • 3

    Durante o atendimento ambulatorial, José, de 68 anos, queixou-se de dor toracolombar de intensidade moderada, constante, iniciada há 3 semanas. Foi associada a dormência nas duas pernas, havendo piora da dor quando ele ficava muito tempo em pé e melhora quando se sentava ou se deitava. O paciente já estava em tratamento para diabetes mellitus há 10 anos, com elevação recente da dose de metformina para 2 g/dia. Segundo ele, a glicemia estava bem controlada, mas o tabagismo e o alcoolismo persistiam (75 maços x ano e 40 g de álcool por dia). Na anamnese dirigida, revelou-se constipação de inicio recente, sem mudança do volume ou consistência das fezes. Não houve qualquer outra queixa ou sintoma relatado. No exame fisico, notam-se dor à palpação da musculatura paravertebral bilateralmente, bem como dor em queimação agravada em flexão de quadril e coxa. Sinais de Lasègue e Kernig positivos bilateralmente. O restante do exame fisico não mostrou alterações. Considerando o quadro exposto, é correto afirmar que:

    radiografia de tórax, VHS, proteína C-reativa e hemograma devem ser solicitados, mas pode ser necessário solicitar também uma ressonância nuclear magnética (RNM) de coluna torácica e lombar se as medidas comportamentais e analgesia não melhorarem.

  • 4

    Um rapaz de 18 anos foi atendido no ambulatório de clinica médica para acompanhamento de lupus eritematoso sistêmico com nefrite e cardite. Estava em bom estado geral após 3 pulsoterapias com corticoide e ciclofosfamida, mas deveria fazer nova dose de corticoide sistêmico naquele mês. No entanto, apresentava lesões hiperemiadas com vesículas e algumas pústulas em dermátomos oftálmico e maxilar da hemiface direita. A impressão do médico foi de herpes zóster. A conduta adequada para esse caso é

    internação hospitalar para isolamento respiratório e de contato, prescrição de aciclovir parenteral e acompanhamento de complicações pelo herpes-zóster disseminado.

  • 5

    Uma paciente de 49 anos foi internada na enfermaria de clínica médica por quadro de sindrome consumptiva, ascite e fraqueza em membros inferiores. A paciente conta que tudo começou 1 ano antes com dormência nas pernas ascendendo até o meio da perna e posterior redução de força em membros inferiores. Naquela época, houve turvação visual e cefaleia. Com aproximadamente 4 meses de sintomas, sem limitação para trabalhar e realizar as tarefas da vida diária, a cefaleia e a turvação visual ficaram mais proeminentes. Segundo a paciente, foram realizados diversos exames (ressonância de crânio, coluna cervical e lombar), sem evidência de alterações. A pressão do liquor estava alta, motivando o uso de acetazolamida por 8 meses (até a internação). No dia da internação, pode-se observar hepatoesplenomegalia, ascite de grande volume, déficit sensitivo-motor distal em membros inferiores com hiporreflexia, fenômeno de Raynaud, cistos em tireoide (ultrassom confirmando e uso prévio de levotiroxina) e lesões cutâneas hipercrômicas. Outros exames demonstraram lesões osteoescleróticas em esterno, derrame pleural e pericárdico e padrão de polirradiculoneuropatia desmielinizante crônica A conduta adequada para o quadro é:

    dosagem de eletroforese de proteinas séricas e urinárias com imunofixação em busca de pico monoclonal.

  • 6

    Uma mulher de 20 anos se queixa de edema generalizado iniciado há 3 semanas, que evoluiu com piora progressiva. Relata hiporexia e astenia nesse período. Desconhece ser portadora de doenças atuais ou prévias e não far uso de quaisquer medicamentos ou drogas. Ao exame fisico, PA: 160 x 90 mmHg, FC: 97 bpm, FR: 22 ipm, SpO2 98% (em ar ambiente). As mucosas estão hipocoradas, ictéricas e hidratadas. Hå edema na face, pálpebras, parede abdominal e membros inferiores. Há também ascite e sindrome de derrame pleural. Exames de laboratório: sangue: Hb: 7,0 g/dL; Hct: 24%; VCM: 98 FL; HCM: 31 pg CHCM: 32 g/dL; RDW: 18, 3%; leucocitos: 3.400/mm²; neutrófilos segmentados: 1.500/mm²; linfocitos: 700/mm²; Plq.: 201.000/mm²; PCR: 28m g/dL; FAN reagente: 1:320 padrão nuclear homogêneo, anti-DNA reagente; anti-SSA reagente; anti-SSB reagente; anti-Sm reagente; ANCA não reagente; C3: 43 mg/dL (90-170 mg/dL); C4: 10 mg/dL (VR: 12-36 mg/dL); exame de urina: densidade 1.020; pH 6,0; nitrito negativo; proteínas ++++; hemoglobina ++; 4 piócitos/campo, 145 hemácias/campo; presença de cilindros hemáticos. Para investigação da anemia apresentada pela paciente, são solicitados os seguintes exames: LDL 1150 UI/L (VR: 120-246 UI/L); BT: 4,2 mg/dL; BD: 0,4 mg/dl; reticulocitos: 18%, Coombs direto positivo; ferro sérico: 52 mcg/dl. (VR: 65-175 mcg/dl]; ferritina 650 ng/ml. (VR: 10-291 ng/ml); capacidade total de ligação do ferro: 200 mcg/dl (250-425 mcg/dl). A conduta imediata mais adequada para o tratamento da anemia é

    administração de corticoide.

  • 7

    A pneumonia em organização criptogénica (POC) tem sua forma idiopática de pneumonia em organização, anteriormente chamada de bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOOP). É uma doença pulmonar intersticial difusa decorrente de lesão na parede alveolar tipicamente caracterizada por infiltrados pulmonares periféricos e difusos com áreas de preenchimento alveolar e responsividade a terapia sistêmica com glicocorticoides. A manifestação clínica é de uma pneumonia subaguda ou de dificil resolução, com tosse pouco produtiva, dispneia, febre baixa e fraqueza ou cansaço. No entanto, há diversas condições autoimunes, pneumonias de hipersensibilidade e efeitos colaterais que devem ser excluidos para que a POC seja dada como idiopática. Em uma análise mais profunda sobre a POC, o quadro descrito acima pode indicar pneumonia em organização caso se verifique(m).

    aspecto tomográfico de consolidação irregular do espaço aéreo, opacidades em vidro fosco e pequenas opacidades nodulares em paciente usuário de cocaina.

  • 8

    Um homem de 31 anos, previamente saudável, apresenta-se com uma história de 2 anos de disfagia intermitente, principalmente para alimentos sólidos. Relatou 2 episódios de impactação alimentar, com necessidade de endoscopia digestiva alta de urgência. Estava em uso de esomeprazol (40 mg ao dia) há 6 meses, sem melhora significativa dos sintomas de disfagia. Realizou recentemente nova endoscopia, em que a biopsia foi compatível com esofagite eosinofilica, sem estenose esofágica. Foi orientado a restringir alimentos que pudessem estar associados com essa forma de esofagite. Contudo, não houve resposta satisfatória. Nesse caso, a estratégia de intervenção mais adequada é:

    associar um esteroide tópico (como fluticasona ou budesonida) por via oral.

  • 9

    Uma mulher de 42 anos, com história de "reumatismo" na infância, procura ambulatório com um quadro de cansaço aos esforços. Tem história de "isquemia cerebral" há 2 anos, sem sequelas motoras. Ao exame fisico, a pressão arterial é de 110 x 68 mmHg e a frequência cardíaca é de 60 batimentos por minuto. Apresenta ritmo cardíaco regular, bulhas normofonéticas e 81 acentuada. Na ausculta cardíaca, há um sopro diastólico em foco mitral. Nos exames laboratoriais, há um clearance de creatinina estimado em 46 ml/min/1,73 m². No ecocardiograma, foram observados estenose mitral moderada e episódios de fibrilação atrial no Holter de 24 horas. Em relação à prevenção de embolização sistémica, está mais indicado o uso de:

    varfarina, com a dose de acordo com o INR

  • 10

    Uma paciente de 47 anos, que vinha em uso de medicações para controle de transtorno bipolar, é levada para atendimento com alteração do nivel de consciência, confusão mental, sudorese e desorientação. Ao exame, foi observada rigidez muscular generalizada, especialmente em membros superiores e inferiores. Apresentou pressão arterial de 172 por 104 mmHg, frequência cardíaca de 109 batimentos por minuto, frequência respiratória de 24 incursões respiratórias por minuto e temperatura axilar de 39,2 °C. O exame laboratorial revelou aumento significativo de creatinofosfoquinase sérica, sem alterações nas transaminases. Como a equipe médica suspeitou de sindrome neuroléptica maligna, suspendeu as medicações em uso e iniciou terapia de suporte clínico. Fazem parte do arsenal terapêutico da síndrome neuroléptica maligna as seguintes medicações:

    dantrolene e bromocriptina.

  • 11

    Um homem de 48 anos foi admitido no hospital com erupção cutânea generalizada, mal-estar geral e febre. Ele relatou ter iniciado recentemente alopurinol para controle de hiperuricemia. Nos últimos dias, ele notou o surgimento de uma erupção cutânea que começou no tronco e se espalhou para membros, região cervical e face. Além disso, queixava-se de náuseas e dor abdominal. No exame fisico, foram observados erupção cutânea maculopapular generalizada, adenomegalia generalizada e edema em face, mãos e pés bilateralmente. Nos exames laboratoriais, foram encontradas leucocitose, eosinofilia e elevação das transaminases. A principal hipótese diagnóstica nesse caso é:

    sindrome de hipersensibilidade induzida por drogas (DRESS).

  • 12

    Um jovem de 20 anos foi admitido com um quadro de hepatite, esplenomegalia com hiperesplenismo, anemia hemolitica com Coombs negativo, hipertensão portal e confusão mental. O exame neurológico mostrou síndrome rigida-acinética semelhante ao parkinsonismo, tremores e ataxia, Foram também observadas disartria, disfagia e incoordenação motora, Tais achados neurológicos se associam a disfunção dos ganglios da base. O tratamento instituído foi D-penicilamina oral (0,75-2 g/dia em doses divididas, tomadas 1 hora antes ou 2 horas após a refeição). associada a piridoxina oral, 50 mg por semana. Foi também prescrito zinco elementar na dose de 50 mg três vezes ao dia. Houve melhora clínica e indicação para que o tratamento fosse continuado indefinidamente, além de una dieta específica. A doença em questão é:

    doença de Wilson.

  • 13

    Um jovem de 24 anos refere lombalgia e dor sacroiliaca crônicas há aproximadamente 6 meses. Apresenta também dor progressiva em membro inferior esquerdo. No último mês, vem apresentando rigidez matinal que melhora com exercícios físicos. A dor lombossacra chega a acordá-lo no meio da noite. Afirma também ter certa dificuldade em expandir a parede torácica. O diagnóstico mais provável é

    espondilite anquilosante.

  • 14

    Um paciente de 45 anos, tabagista, apresentava diabetes mellitus e dislipidemia, porém não era hipertenso. Foi atendido no pronto- socorro com quadro de edema agudo do pulmão hipertensivo. Apresentou melhora clínica e foi liberado com prescrição de losartana e hidroclorotiazida. A hipertensão ficou refratária ao tratamento e o paciente desenvolveu insuficiência renal aguda, que foi associada ao uso da losartana. No exame fisico, foi detectado um sopro em linha mamilar esquerda na altura da cicatriz umbilical. O doppler de carótidas mostrou obstrução de 50% à direita e 40% à esquerda.. A doença em questão é

    estenose de artéria renal.

  • 15

    Uma paciente de 44 anos e com diagnóstico de hepatite C, não tratada, desenvolveu quadro de porfiria. O tratamento instituído consistiu em antivirais de ação direta contra o HCV, hidroxicloroquina e flebotomias regulares. O tipo de porfiria em questão é:

    porfiria cutânea tardia.

  • 16

    Durante a tragédia das enchentes no estado do Rio Grande do Sul em 2024, ocorreram vários casos de leptospirose que acometeram principalmente voluntários que atuaram no resgate da população atingida. A insuficiência renal causada pela doença tem como lesão histopatológica:

    nefrite tubulointersticial.

  • 17

    Um paciente de 45 anos, sem doenças prévias, desenvolveu enfermidade de instalação súbita e progressiva com quadro de náuseas, võmitos, diarreia e dor abdominal. Logo após, queixou-se de cefaleia, vertigem e tontura. Foi internado na emergência, onde foi iniciada hidratação venosa e administração de sintomáticos. Entretanto, 3 horas depois começou a apresentar visão turva, ptose palpebral, diplopia, disfagia, disartria, boca seca e fraqueza muscular simétrica, acometendo com maior intensidade os membros superiores, sem perda da sensibilidade. Notaram-se hipotensão sem taquicardia e retenção urinária. Cerca de 6 horas após a internação, evoluiu para paralisia flácida motora descendente, associada a comprometimento autonômico disseminado, Durante todo esse período, o paciente se manteve consciente. A fraqueza muscular descendente afetou os músculos do tronco e dos membros, levando a dispneia, insuficiência respiratória e tetraplegia flácida. Foi necessária a transferência do paciente para o CTI, com instalação de tubo orotraqueal e ventilação mecânica, além de rotinas terapêuticas para pacientes graves. O diagnóstico mais provável é

    infecção pelo Clostridium botulinum.

  • 18

    Um paciente de 22 anos apresentou quadro clinico com início abrupto de febre, cefaleia, mialgia, anorexia, náuseas e võmitos. For avaliado na UPA e liberado com prescrição de sintomáticos. Vinte e quatro horas depois, apresentou diarreia, artralgia, dor ocular, fotofobia e hemorragia conjuntival, além de tosse. Foi internado, recebendo hidratação venosa e sintomáticos venosos. Foram solicitados exames complementares, com os seguintes resultados: leucocitose, neutrofilia e desvio à esquerda, plaquetopenia, aumento de ureia e creatinina, CPK elevada, baixa densidade urinária, proteinúria, bematúria microscópica e leucocitúria. Foi então iniciada antibioticoterapia com sulfametoxazol + trimetoprima. Logo a seguir, o paciente apresentou exantema, eritema macular, papular purpúrico, distribuídos no tronco ou na região pré-tibial. USG exibiu hepatomegalia, esplenomegalia e linfadenopatia. Na ocasião, reclamou de intensa mialgia, principalmente em região lombar e nas panturrilhas. Apesar do uso de antibiótico, não apresentou melhora, com evolução para triade insuficiência renal, ictericia rubinica e hemorragia pulmonar discreta (sindrome de Weil). Foi intubado e no CTI iniciou penicilina G cristalina em dose plena e cuidados intensivos. Após 10 dias, apresentou melhora clínica, sendo transferido para enfermaria até concluir seu tratamento. A doença descrita acima é

    leptospirose

  • 19

    Um homem de 50 anos em tratamento para hepatite C, com cirrose hepática compensada CHILD PUGH A, tem histórico de falha terapéutica com uso prévio de antivirais de ação direta. O médico assistente do serviço de atenção especializada prescreveu um novo esquema terapêutico, recomendado pelo Ministério da Saúde. O esquema prescrito foi:

    sofosbuvir/pibrentasvir/glecaprevir por 12 semanas.

  • 20

    Mulher de 65 anos procura o gastroenterologista com queixas de astenia, prurido palmar e plantar e elevação de fosfatase alcalina (1005 Ul/mi) e Gama GT (1200 UI/ml). As enzimas hepáticas TGO e TGP estão elevadas (300 e 250 UI/mi, respectivamente) e a bilirrubina total é de 6,0 mg/dl, as custas da bilirrubina direta. Apresenta plaquetopenia de 85.000/mm², e a ultrassonografia de abdomen aponta alterações compatíveis com doença parenquimatosa crônica do fiígado, sem dilatação das vias biliares intra e extra-hepáticas e vesícula biliar anecoica. A principal hipótese diagnóstica para o caso e o exame complementar a ser solicitado são, respectivamente:

    colangite biliar primária; antimitocondria.

  • 21

    Um homem de 64 anos de idade, saudável, agricultor, apresenta-se no consultório com uma lesão cutânea que ele notou há cerca de 6 meses. A lesão está localizada no dorso da mão direita e tem crescido lentamente. O paciente relata que a área está um pouco dolorosa e pruriginosa. Ao exame fisico, observa-se uma lesão de 1,2 cm de diâmetro, de cor acastanhada, bordas irregulares, e com algumas áreas de ulceração, e hä linfadenomegalia palpável na axila. Com base na descrição clínica e no exame fisico, as melhores propostas diagnóstica e terapéutica para esse paciente são, respectivamente:

    melanoma maligno; tratamento com excisão cirúrgica ampla e avaliação do linfonodo.

  • 22

    Um homem de 47 anos de idade, furnante ha 30 anos e com histórico de consumo de bebidas alcoólicas destiladas, apresenta uma úlcera dolorosa na lingua hà 3 meses. Relata que a lesão não cicatriza e está aumentando de tamanho. Além disso, nota dificuldade para engolir e dor referida no ouvido. Ao exame fisico, observa se uma úlcera irregular na borda lateral da lingua, com margens endurecidas e base infiitrada. Não há linfonodos cervicais palpáveis. O diagnóstico provável e o tratamento inicial mais adequado para esse paciente são, respectivamente:

    carcinoma espinocelular; biópsia da lesão, estadiamento e tratamento cirúrgico.

  • 23

    Um adolescente de 16 anos foi admitido no pronto-socorro após queda de motocicleta. Ele estava lúcido e com sinais vitais estáveis. Realizou-se uma tomografia computadorizada do abdômen, que mostrou uma laceração esplenica grau Il. Optou-se por um tratamento conservador inicial com monitoramento em unidade de terapia intensiva. Após 24 horas de internação, o paciente apresentou uma queda súbita na pressão arterial, aumento da frequência cardiaca e sinais de irritação peritoneal. Uma nova TC de abdomen mostrou aumento significativo do hemoperitonio e sinais de ruptura esplènica adicional. Diante desse quadro, a conduta mais apropriada para esse paciente é:

    transferi-lo para a sala de cirurgia para uma esplenectomia de emergència.

  • 24

    Schistosama, um helminto pertencente à classe Trematoda, à familia Schistossomatidae e ao gênero Schistosoma, são vermes digenéticos, delgados, de coloração branca e sexos separados. A fêmea adulta, mais alongada, encontra-se alojada em uma fenda do corpo do macho, denominada canal ginecóforo. O ser humano é o principal hospedeiro definitivo do S. mansoni. E nele que o parasita desenvolve a forma adulta e se reproduz sexuadamente, gerando ovos que são disseminados no meio ambiente por meio das fezes, ocasionando a contaminação das coleções hidricas, O ciclo biológico do S. mansoni depende da presença do hospedeiro intermediário no ambiente. Os caramujos gastrópodes aquáticos, pertencentes à familia Planorbidae e ao gênero Biomphalaria, são os organismos que possibilitam a reprodução assexuada do helminto. Com relação ao periodo de transmissibilidade dessa doença, é correto afirmar que:

    a pessoa infectada pode eliminar ovos viáveis de S. monsoni a partir de 5 semanas após a infecção e por um período de 6 a 10 anos, podendo chegar a até mais de 20 anos.

  • 25

    Carlos, 27 anos, vai à consulta médica com febre, exantema, gânglios retroauriculares aumentados, conjuntivite, artralgia e tosse. Em seu prontuário, não há registro de vacinação contra a rubéola. Ele declara não ter viajado recentemente, nem ter tido contato com pessoas confirmadas para rubéola. Contudo, sua região encontra-se no estado que registrou um surto da doença há 4 meses. Trata-se de um caso suspeito de rubéola. O melhor método para fazer a confirmação desse caso é:

    realizar a sorologia de anticorpos IgM e IgG contra rubéola.

  • 26

    Um senhor de 82 anos comparece à consulta queixando-se de uma cefaleia de inicio recente. HAS controlada com IECA. Exame fisico sem particularidades, exceto por espessamento da artéria temporal à palpação. Nesse contexto:

    VHS > 100 mm/h aumenta a chance de arterite de células gigantes;

  • 27

    Segundo o Manual de Recomendações e Controle da Tuberculose no Brasil 2a ed., atualizado em 29/05/2024, a transmissão e adoecimento por TB são influenciados por fatores demográficos, sociais e econômicos. Dentre os fatores que contribuem para a manutenção e propagação da doença, destacam-se: urbanização crescente e desordenada, desigualdade na distribuição de renda, moradias precárias e superlotação, insegurança alimentar e baixa escolaridade, bem como dificuldade de acesso aos serviços e bens públicos. Dessa maneira, no Brasil, assim como em outros países que têm condições de vida semelhantes, alguns grupos populacionais apresentam maior vulnerabilidade para a TB. Pelo exposto acima, em comparação com a população em geral, o risco de adoecimento por tuberculose é maior no seguinte grupo:

    pessoas vivendo em situação de rua.

  • 28

    (SES-PE - 2025) Um homem de 85 anos, residente de uma instituição de longa permanência, é submetido a exames de rotina devido a histórico de hipertensão e diabetes controlados. Ele está assintomático, sem queixas de dor ao urinar, febre, urgência ou frequência urinária aumentada. Durante o exame físico, ele se apresenta afebril, em bom estado geral e sem sinais de desconforto abdominal ou lombar. Traz os seguintes exames Ureia 45 mg/dL, sumário de urina: sem leucócitos por campo, nitrito negativo, urocultura: crescimento de Escherichia coli, 10^5 UFC/ml. Dado o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual é a conduta mais adequada para esse paciente?

    Não iniciar tratamento, pois ele está assintomático, e a bacteriúria é considerada colonização.

  • 29

    Uma mulher de 58 anos com diagnóstico de diabetes tipo 2 há 8 anos procura atendimento para ajuste do tratamento. Ela tem histórico de hipertensão e insuficiência cardiaca com fração de ejeção reduzida (IC-FER). Atualmente, usa metformina 1000 mg duas vezes ao dia, mas, seu controle glicêmico permanece inadequado, com HbAle de 8,0% Exames laboratoriais mostram função renal preservada (eTFG de 75 mL/min/1.73 m²). Diante do histórico de insuficiência cardiaca e do perfil glicêmico atual, qual seria a melhor opção terapèutica para adicionar ao esquema, de acordo com as diretrizes da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBO)?

    Iniciar um inibidor de SGLT-2 para beneficios glicémicos e cardiovasculares

  • 30

    [UFRJ 2025] Menino, 6 anos, com história de urticária a amendoim, é admitido com urticas generalizadas e edema em ambas as pálpebras que se iniciaram há 40 minutos, aproximadamente 10 minutos após ter ingerido um bolo que supostamente não continha amendoim. A conduta terapêutica mais adequada é:

    anti-histamínico oral ou injetável; mantê-lo em observação

  • 31

    Uma mulher de 28 anos, com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico há 3 anos, apresenta dor torácica ao inspirar, febre e fadiga. No exame, há atrito pericárdico e edema leve nos membros inferiores. Exames laboratoriais mostram FAN positivo em padrão nuclear homogeneo, anti-DNA elevado e PCR alta. Ecocardiograma revela pequeno derrame pericárdico. Considerando os achados, qual seria o manejo terapêutico inicial mais indicado?

    Iniciar corticosteroides para controle de serosite e considerar imunossupressor conforme resposta.

  • 32

    (SES-PE 2025) Um paciente de 60 anos com histórico de câncer de pulmão de células escamosas procura o pronto-socorro com confusão mental, fraqueza e dor abdominal. Exames laboratoriais mostram: Cálcio sérico: 13.8 mg/dL\(referência: 8,5-10,5 mg/dL) PTH: suprimido (<5 pg/mL; referência 15-65 pg/mL) Fósforo: normal Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta mais indicada?

    Hipercalcemia maligna; iniciar hidratação venosa e considerar bisfosfonatos.

  • 33

    (SES-PE 2025) Um homem de 45 anos chega ao hospital com náuseas, constipação e fraqueza muscular. Ele relata uso diário de altas doses de vitamina D e cálcio há vários meses. Exames laboratoriais mostram cálcio sérico de 12,5 mg/dL referência: 8,5- 10,5 mg/dL), PTH baixo de 10 pg/mL. (referência: 15-65 pg/mL), 25-hidroxivitamina D elevada de 150 ng/mL (referência: 20-50 ng/mL) e creatinina normal. Qual é a conduta inicial mais apropriada para o manejo desse paciente?

    Suspender a suplementação de vitamina D e iniciar hidratação venosa com solução salina.

  • 34

    (SES-PE 2025) Um homem de 55 anos apresenta dor e rigidez nas articulações das mãos e pés, com piora matinal. No exame fisico, há inchaço nas articulações metacarpofalângicas, metatarsofalangicas e joelhos, com deformidades nas mãos em "padrão de cisne" e "botonê". Relata fadiga e perda de peso recente. Exames laboratoriais mostram Fator reumatoide (FR) positivo, Anti-CCP positivo, VHS elevado e radiografia das mãos com erosões marginais e diminuição do espaço articular. Considerando esses achados, qual é o diagnóstico mais provável?

    Artrite reumatoide.

  • 35

    (SES-PE 2025) Um homem de 85 anos, residente de uma instituição de longa permanência, é submetido a exames de rotina devido a histórico de hipertensão e diabetes controlados. Ele está assintomático, sem queixas de dor ao urinar, febre, urgência ou frequência urinária aumentada. Durante o exame físico, ele se apresenta afebril, em bom estado geral e sem sinais de desconforto abdominal ou lombar. Traz os seguintes exames Ureia 45 mg/dL, sumário de urina: sem leucocitos por campo, nitrito negativo, urocultura: crescimento de Escherichia coli, 10^5 UFC/ml. Dado o quadro clínico e os achados laboratoriais, qual é a conduta mais adequada para esse paciente?

    Não iniciar tratamento, pois ele está assintomático, e a bacteriúria é considerada colonização.

  • 36

    (SUS SP 2025) Uma mulher de 23 anos de idade, com antecedentes de lúpus eritematoso sistêmico com atividade articular bem controlada, em uso de hidroxicloroquina, compareceu ao pronto-socorro com quadro agudo de tosse, dispneia, febre, náusea e mal-estar, desidratação, piora das dores articulares e rash malar. Nos exames admissionais, constatou-se ureia de 88 e creatinina de 2,1. Foi notada a presença de consolidação em base direita nos raios X de tórax. A paciente fez exames ambulatoriais recentes que não apresentaram alteração na função renal. Com base nessa situação hipotética, quanto à investigação da etiologia da injúria renal apresentada, assinale a alternativa que apresenta o tratamento correto.

    Além de hidratar a paciente, a depender da evolução clínico laboratorial, seria prudente solicitação de C3, C4 e anti-DNA, além da avaliação de possível proteinúria.

  • 37

    (SESPE 2025) Uma mulher de 28 anos, com diagnóstico de Lúpus Eritematoso Sistêmico há 3 anos, apresenta dor torácica ao inspirar, febre e fadiga. No exame, há atrito pericárdico e edema leve nos membros inferiores. Exames laboratoriais mostram FAN positivo em padrão nuclear homogêneo, Anti-DNA elevado e PCR alta. Ecocardiograma revela pequeno derrame pericárdico. Considerando os achados, qual sería o manejo terapêutico inicial mais indicado?

    Iniciar corticosteroides para controle da serosite e considerar imunossupressor conforme resposta.

  • 38

    (PSU GO 2025) Leia o relato do caso clínico a seguir. Paciente, sexo feminino, 35 anos de idade, apresenta púrpura de membros inferiores associada à mononeurite múltipla e pneumopatia intersticial não específica (PINE). Na investigação foi encontrado fator reumatoide 88 UI (VR<14UI), anti-Ro 240 UI (reagente), anti-La, anti-Sm, anti-RNP e anti- DNA não reagentes e hipergamaglobulinemia policlonal. Biopsia de glândula sublingual mostra sialoadenite linfocitica focal, com focus score = 2. Qual é o diagnóstico?

    Doença de Sjogren.

  • 39

    (PSU GO 2025) Leia o relato do caso clínico a seguir. Paciente, sexo feminino, 45 anos de idade, há 1 ano vem apresentado tosse seca, sendo que há 6 meses houve piora, evoluindo com dispneia aos esforços. Nega comorbidades como hipertensão arterial sistêmica, diabetes e dislipidemia. Ao exame apresenta edema difuso nas mãos, presença de fenômeno de Raynaud, telangiectasias em face e microcicatrizes em polpas digitais. Ausculta pulmonar apresenta estertores crepitantes em bases pulmonares. Qual é o anticorpo associado ao caso clínico?

    Anti-Sc170.

  • 40

    (SCMBH 2025) Paciente sexo feminino, 43 anos, procura atendimento por estar apresentando quadro de queda capilar e lesões em face que pioram a exposição solar. Paciente tem apresentado dor articular, porém sem nenhuma deformidade a avaliação. Pensando em sua avaliação diagnostica, você pede alguns exames: Hb: 11,2 GL:3900 n:2100 Lf: 430 Plaq:110000 Coombs Direito positivo, C3:25, VHS: 65, EAS: Proteina +++, FAN não reagente. Sobre o diagnóstico dessa paciente, responda a alternativa CORRETA:

    Importante dosar anti-Ro em pacientes com probabilidade de Lúpus e FAN negativo.

  • 41

    (FAMERP 2025) Uma mulher de 28 anos apresenta-se ao consultório devido alteração no exame de urina. Trazia exames com proteinúria 1g/24 horas e anemia hemoglobina 10,5 g/dL. Em investigação apresentou FAN positivo 1:360. Realizada biópsia renal, demonstrava nefrite lúpica classe 4. Com base nos achados acima, em relação ao diagnóstico da paciente:

    Lupus eritematoso sistêmico, pois possui FAN positivo em titulação elevada e biopsia renal compatível com nefrite lúpica classe 4, o que é suficiente para diagnóstico

  • 42

    (FACULDADE DE MEDICINA DE JUNDIAÍ 2025) Uma mulher de 58 anos de idade compareceu ao hospital apresentando espessamento cutâneo nas mãos, no tronco e na face, fenômeno de Raynaud, há dois anos, associada a manifestações compatíveis com a doença do refluxo gastroesofágico. O paciente piorou progressivamente, com tosse seca e dispneia. A investigação complementar demonstrou fator antinúcleo reagente, antitopoisomerase reagente, e a tomografia de tórax identificou acometimento intersticial. Com base nessa situação hipotética e na principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa que apresenta a droga indicada para o tratamento do acometimento pulmonar.

    ciclofosfamida

  • 43

    (UNITAU 2025) Paciente A.P.B., 28 anos, portadora de Lupus eritematoso sistêmico, diagnosticado há 3 anos, dá entrada na Unidade de Emergência com quadro de hemiparesia direita e afasia, percebido hoje pela manhã, ao acordar. Faz uso de: prednisona 5 mg/dia; hidroxicloroquina 400 mg/dia; azatioprina 100 mg/dia; pantoprazol 20 mg/dia; colecalciferol 7.000 Ul/semana. A tomografia computadorizada de crânio da admissão não apresentou alterações. No entanto, foi repetido o exame após 24 horas, que confirmou a hipótese diagnóstica de Acidente vascular cerebral isquêmico. Foram solicitados autoanticorpos, dentre eles o anticoagulante lúpico, anticardiolipina e antibeta2 glicoproteina1, todos positivos. Qual o diagnóstico e o tratamento domiciliar mais indicado?

    Sindrome do Anticorpo Antifosfolipideo (SAAF); varfarina.

  • 44

    [USP SP 2025] Mulher, 78 anos de idade, bateu a cabeça no chão há 2 horas, após escorregar. Nega perda de consciência e lembra de tudo que aconteceu. Tem ferimento cortocontuso frontal. Faz uso de losartana e hidroclorotiazida. Ao exame físico, encontra-se com a escala de coma de Glasgow de 15, pupilas sem alterações e com ferimento frontal de 2 cm. Após a realização da sutura, qual é a conduta mais adequada?

    Tomografia de crânio.

  • 45

    Homem de 63 anos comparece à consulta, no ambulatório de clínica médica, com queixa de dor em ombro esquerdo iniciada há cerca de três meses, com piora progressiva. Ao exame, paciente apresenta dor à mobilização, com irradiação para o membro superior esquerdo e parestesia associada, além de miose, enoftalmia e ptose palpebral do mesmo lado. Considerando o diagnóstico mais provável, o exame que deve ser solicitado para investigação é:

    TC de tórax

  • 46

    Paciente, sexo masculino, 50 anos de idade, då entrada no Pronto Socorro com a queixa de dispneia e tosse pouco produtiva há três meses, com piora, há três dias. Refere piora dos sintomas ao se deitar. Relata também cefaleia e náuseas. Refere tabagismo de 40 maços/ano. Ao exame físico, regular estado geral, pletora facial, estase de jugulares, Temperatura axilar: 36,5°C, FC: 78bpm, PA: 122x78mmHg, FR: 24imp; ausculta cardíaca sem alterações; ausculta respiratória com murmúrios vesiculares bem distribuídos com roncos e crépitos difusamente bilateral; abdome plano, flácido e indolor; edema dos menbros superiores +2/+4. Após o exame inicial, indique a principal suspeita diagnóstica que levou o paciente a procurar o Pronto Socorro.

    Sindrome da veia cava superior.

  • 47

    Em relação ao rastreamento do câncer de pulmão, assinale a alternativa correta:

    É indicado para assintomáticos entre 50 e 80 anos, carga tabágica ≥ 20 anos-maço, fumantes ou que pararam há menos de 15 anos.

  • 48

    Qual alternativa apresenta uma característica tomográfica que sugere malignidade (primário pulmonar) em um nódulo pulmonar?

    Contornos espiculados.

  • 49

    Mulher de 65 anos de idade é atendida no ambulatório de clínica médica por queixa de tosse crônica. Refere que o quadro iniciou há 1 ano, quando realizou tomografia de tórax (imagem à esquerda) como parte da investigação diagnóstica. Nega antecedentes morbidos relevantes. O exame clínico é normal. Realizou nova tomografia de tórax há 15 dias (imagem à direita). Qual é o próximo passo?

    Solicitar biopsia pulmonar

  • 50

    (UNIFESP 2024) Homem, 28 anos de idade, apresenta edema cervicofacial matinal, tontura e cefaleia de início recente há 10 días. Exame fisico: corado, hidratado eupneico, PA 120/70 mmHg, telangiectasias na parede torácica anterior, murmúrio vesicular presente e simétrico bilateral, sem ruídos adventícios. Fundo de olho: edema de papila. Exame neurológico normal. Qual é o diagnóstico sindromico, possível causa e tratamento?

    Sindrome da veia cava superior - linfoma mediastinal - quimioterapia.

  • 51

    Homem, 68 anos, apresentou a alteração assinalada no escanograma de tórax: Analise as afirmativas: I- Os sinais clínicos de miose e ptose palpebral, enoftalmia e anidrose aumentariam a possibilidade de tumor de Pancoast. II- Uma TC do tórax não seria útil para avaliação da densidade da lesão apical e da sua relação com as estruturas adjacentes. III- Este tumor representa um tipo diferenciado do estágio III da doença. Pode-se afirmar que está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s):

    I e III

  • 52

    (USP-SP 2024) Homem, 25 anos, notou há 3 meses edema de face ao acordar pela manhã, com melhora durante o dia. Há 1 mês, há piora gradual do edema, com extensão para o pescoço, sem melhora ao longo do dia, associado à hiperemia dessa região. Há 15 dias, refere dispneia, inicialmente aos grandes esforços, com piora gradual. Nega febre. Exame Físico: REG; eupneico; Saturação 02 em ar ambiente: 92%; edema e hiperemia em face, em pescoço e em região superior de tronco; distensão venosa em região cervical e torácica superior e sem outras alterações. Qual o diagnóstico mais provável?

    Sindrome de Veia Cava Superior.

  • 53

    (UFCSPA 2024) Paciente tabagista de 60 anos-maço chega para consulta e você identifica uma síndrome de veia cava superior (SVCS). Com relação a esta sindrome, assinale a alternativa INCORRETA:

    No caso de SVCS a mortalidade está associada à obstrução da veia cava e não à causa subjacente.

  • 54

    (AMP 2024) Paciente do sexo feminino, 72 anos, vem a consulta com queixa de fraqueza, falta de ar, emagrecimento, anorexia, tosse e episódios de hemoptise há cerca de 6 meses. Refere ter sido tabagista por 40 anos, tendo parado há 15. Em relação a este caso clínico, avalie as seguintes asserções e a relação proposta entre elas. I) A principal hipótese diagnóstica desta paciente é um câncer de pulmão, que geralmente se apresenta com doença em estágio avançado, PORTANTO II) o rastreio para detecção de câncer pulmonar inicial deve ser realizado com tomografia computadorizada de tórax em indivíduos assintomáticos fumantes ou ex tabagistas, entre 50 e 80 anos, com história de tabagismo de pelo menos 20 maços/ano

    As duas assertivas são proposições verdadeiras, e a segunda é uma justificativa correta da primeira.

  • 55

    (UEL 2024) O tabagismo representa um grave problema de saúde pública global, contribuindo significativamente para o aumento da morbidade e mortalidade em diversas doenças respiratórias, cardiovasculares e oncológicas. Recentemente, os cigarros eletrônicos, dispositivos eletrônicos para fumar, têm ganhado popularidade entre os jovens, suscitando preocupações sobre seus efeitos à saúde. Sobre o tema do tabagismo de cigarros eletrônicos, considere as afirmativas a seguir. I. Cigarros eletrônicos contém propilenoglicol, glicerina e aromatizantes, substâncias comuns de uso cosmético e alimentício, portanto não têm a capacidade de causar lesões pulmonares agudas. II. O tabagismo de cigarros eletrônicos, apesar de associado ao desenvolvimento de doenças respiratórias, é uma estratégia que pode ser usada a titulo de "redução de danos para a cessação do tabagismo de cigarro comum. III. Cigarros eletrônicos não expõem o tabagista a monóxido de carbono, mas podem conter substâncias químicas prejudiciais à saúde pulmonar, incluindo nicotina, altamente viciante, e produtos químicos voláteis. IV. Estudos científicos indicam que o uso de cigarros eletrônicos está relacionado ao aumento do risco de doenças respiratórias agudas, como a EVALI (sigla em inglês para e-cigarette, or vaping, product use-associated lung injury), especialmente em adolescentes e jovens adultos. Assinale a alternativa correta.

    Somente as afirmativas III e IV são corretas.

  • 56

    (SUS-SP 2023) Recomenda-se que, pelo risco que oferece à saúde do indivíduo, o tabagismo passivo seja frequentemente indagado aos usuários dos serviços de saúde (tanto quanto o tabagismo ativo), incluindo também as crianças. Nesse sentido, pode constituir-se como importante estratégia de identificação de fumantes e motivação destes para abandono do tabaco, sendo as principais consequências e efeitos de longo prazo do fumo passivo, o(a)

    aumento do risco de câncer de seios da face.

  • 57

    (SES-PE 2023) Durante uma consulta ambulatorial de rotina de um paciente com 65 anos, você percebe essa alteração no exame físico. Se você pudesse solicitar apenas um exame para investigação, qual dos exames abaixo escolheria?

    Tomografia de tórax

  • 58

    (UERJ 2023) Mulher de 57 anos, carga tabágica de 40 maços-ano há 10 anos, sem queixas respiratórias, realiza tomografia computadorizada (TC) de baixa dose, sendo visualizado nódulo de 1,1cm em ápice de pulmão direito, com calcificação central ocupando 60% do nódulo. A melhor conduta, nesse caso, será realizar:

    tomografia computadorizada de tórax com baixa dose em 12 meses

  • 59

    (UERJ 2024) Homem de 63 anos comparece à consulta, no ambulatório de clínica médica, com queixa de dor em ombro esquerdo iniciada há cerca de três meses, com piora progressiva. Ao exame, paciente apresenta dor à mobilização, com irradiação para o membro superior esquerdo e parestesia associada, além de miose, enoftalmia e ptose palpebral do mesmo lado. Considerando o diagnóstico mais provável, o exame que deve ser solicitado para investigação é:

    TC de tórax

  • 60

    (SCMRP - SP) Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) em seu relatório de 2018 a neoplasia maligna que mais mata no mundo é o câncer de:

    Pulmão

  • 61

    (HMDI-GO) Marque a afirmativa CORRETA sobre as neoplasias malignas do pulmão:

    Os tumores broncogênicos representam mais de 90% das neoplasias malignas do pulmão.

  • 62

    (CEPOA-RJ) Assinale o tipo histológico mais prevalente em pacientes portadores de neoplasia pulmonar maligna não expostos ao tabagismo:

    Adenocarcinoma

  • 63

    (SCMBM-RJ) Qual das seguintes variedades de tumor de pulmão está MENOS relacionado ao tabagismo?

    Carcinoma bronquíolo-alveolar

  • 64

    (UFPB-PB) Paciente, 56 anos, com história de dispneia e tosse há 6 meses. Procura médico pneumologista que, após exame fisico, indicou broncoscopia por presença de sibilo localizado em HTD. A broncoscopia revelou tumoração de tom roxo em brônquio-fonte direito e foi realizada biópsia neste procedimento. Enquanto aguardava o resultado da biópsia em casa, o paciente apresentou episódios repetidos de diarreia aquosa, hipotensão, vermelhidão no corpo e chiado generalizado com duração variável. Baseado nestes achados, pode se supor que a tumoração trata-se de:

    Tumor carcinoide.

  • 65

    (UEM-2019) Correlacione alterações encontradas no hemograma com a patologia: I. Hemácias em alvo; II. Hemácias em rouleaux; III. Esquizócitos; IV. Dacriócitos; a. Síndrome hemolítica urêmica; b. Hemoglobinopatia C; c. Mielofibrose; d. Mieloma múltiplo

    III, I, IV e II

  • 66

    (FAMEMA - 2020) Paciente de 21 anos de idade, sexo masculino, apresenta quadro de celulite na coxa direita, iniciando o tratamento oral com trimetoprim-sulfametoxazol. Algumas horas depois, evolui com mal-estar, tontura, falta de ar, calafrios e lombalgia. Não há histórico de uso prévio de antibióticos. Exame fisico: hipocorado (2+/4+), icterico (1+/4+), eupneico e afebril. Exames séricos: hemoglobina: 9,1 g/dL, plaquetas: 330000/mm³, reticulocitos corrigidos: 15,8%; esfregaço de sangue periférico: presença de corpúsculos de Heinz. O diagnóstico mais provável é:

    deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase.

  • 67

    (Santa Casa de Misericórdia de Goiânia - 2020) Paciente do sexo feminino, de 51 anos, queixa-se de cansaço e fraqueza há meses. O hemograma demonstra hemoglobina de 9.5 g/dL, hematócrito de 28.1%, VCM de 134 fL associado a reticulócitos baixos. O hematologista faz um esfregaço de sangue periférico e observa polimorfonucleados hipersegmentados com cerca de cinco a seis segmentações. O exame que mais contribuiria para o diagnóstico correto seria:

    dosagem de B12 e folato.

  • 68

    (Fundação João Goulart-RJ - 2018) São causas de microcitose e hipocromia no exame de esfregaço sanguíneo:

    anemia da inflamação, talassemia, anemia sideroblástica

  • 69

    (SURCE-CE - 2018) Paciente, feminina, 23 anos comparece ao ambulatório de clínica médica com quadro de astenia, fadiga, artralgias leves difusas e dispneia aos moderados esforços, há duas semanas, com piora progressiva. Relata também gengivorragia à escovação dentária, há uma semana. Ao exame físico, encontra-se com palidez cutâneo-mucosa moderada e petéquias em pernas e pés, com equimoses esparsas em membros, sem outras alterações. Hemograma evidenciou Hb 6,4 g/l (VR: 11,5-16 g/dl), leucocitos 3.900/mm³ (VR: 4000-11000/mm³) e plaquetas de 13.000/mm³ (VR: 150000-450000). Legenda: VR - valor de referência. Qual a abordagem diagnóstica inicial?

    Avaliação do sangue periférico, dos índices hematimétricos e reticulócitos.

  • 70

    (Fundação João Goulart) A proteína mais importante para o transporte de ferro no plasma é a:

    transferrina

  • 71

    A atual Política Nacional de Saúde Mental, no Brasil,

    decorre de um movimento impulsionado pela importância que o tema dos direitos humanos adquiriu no combate à ditadura militar na década de 1980.

  • 72

    A Lei n.º 10.216/2001 dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Esses direitos incluem I ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis. Il receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento. III ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental. IV receber benefício de prestação continuada, em caso de vulnerabilidade social.

    I, II e III, apenas

  • 73

    A política de saúde mental brasileira, resultado da mobilização de usuários, familiares e trabalhadores da Saúde, iniciada na década de 1980,

    determina que, em caso de internação psiquiátrica voluntária, ela poderá ser encerrada por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.

  • 74

    A internação psiquiátrica tem como principal objetivo atuar no manejo clínico de pacientes disfuncionais, em quadros agudos, graves e que, devido ao adoecimento mental, apresentam risco para si e para outros, ou seja, é uma modalidade de atenção destinada a pacientes que necessitarn de cuidados intensivos, cabendo à instituição hospitalar acolher, tratar, cuidar, respeitar e estabilizar o paciente para que ele possa ser reinserido na sociedade após resolução do episódio agudo, Considerando o enunciado, no contexto das modalidades de internação psiquiátrica, é CORRETO afirmar:

    A internação compulsória é determinada por magistrado e independe da vontade expressa da familia ou do paciente.

  • 75

    Em relação à internação psiquiátrica, assinale a alternativa correta.

    O Ministério Público deve ser comunicado das internações involuntárias.

  • 76

    A principal crítica formulada ao modelo de reforma psiquiátrica aplicado no Brasil, expressa nos diversos documentos da Associação Brasileira de Psiquiatria, advém de considerar que

    Há desvalorização do cuidado especializado em situações mais graves e emergenciais.

  • 77

    Assinale a alternativa correta em relação aos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

    As modalidades dos CAPS são definidas de acordo com o número de habitantes de municípios ou regiões.

  • 78

    Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o principal modelo de atenção dos serviços de saúde no cuidado aos usuários de álcool e outras drogas psicoativas, em implantação no Brasil.

    Centro de atenção psicossocial.

  • 79

    Os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) são dispositivos extra-hospitalares de porta ___________, pois ____________ de encaminhamento ou agendamento prévio para o atendimento de pacientes portadores de transtornos mentais ____________e_____________. Com base no funcionamento e organização dos CAPS, preencha adequadamente as lacunas:

    Aberta - independem - graves - persistentes.

  • 80

    Assinale a alternativa que corresponde a uma droga estimulante do sistema nervoso central.

    Cocaína

  • 81

    Um paciente de 51 anos procurou atendimento, referindo que precisa de ajuda para "parar de fumar". Nega sintomas respiratórios no momento, etilismo e outros vícios, é tabagista 40 anos/maço e teve HAS diagnosticada há um ano, sem outros antecedentes patológicos e familiares de relevância clínica. Durante a entrevista com o paciente, percebe-se que há a conscientização de que fumar é um problema, no entanto, há uma ambivalência quanto à perspectiva de mudança. Com base nessa situação hipotética, o estágio motivacional em que o paciente se encontra é o de

    contemplação

  • 82

    Sobre os fármacos recomendados para o tratamento de manifestações relacionadas à abstinência alcoólica na população pediátrica, assinale a alternativa que apresenta uma droga não indicada nesse caso.

    Fenitoína

  • 83

    Paciente do sexo masculino, de 35 anos, no pós-operatório imediato de cirurgia de hérnia inguinal, inicia com quadro de tremor de mãos acentuado de repouso, sua lingua e pálpebras estavam trêmulas, apresentando leve agitação. Estava orientado, sem prejuízo na memória. Diante desse quadro, assinalar a alternativa que apresenta a hipótese diagnóstica mais provável:

    Abstinência de álcool.

  • 84

    Paciente apresenta síndrome de abstinência alcoólica. É correto afirmar que

    a principal classe de medicamentos para o controle de sintomas é a dos benzodiazepínicos.

  • 85

    Homem, 40 anos, Internou por fratura de fêmur devido à queda em casa. No terceiro dia de internação, apresentou tremor nas mãos, irritabilidade e aumento da PA. A esposa relatou que o marido ingeria vinho diariamente. Na noite daquele dia estava sudorético, apresentava fala desconexa e incoerente e parecia tentar pegar insetos no ar. No quarto dia, a irritabilidade aumentou, dando sinais de que entraria em agitação psicomotora. Apresentava enzimas hepáticas elevadas. Em relação ao caso, o diagnóstico mais provável é__________ devem ser tratados com ___________. Os_____________ devem ser evitados , pois aumentam o risco de ______________.

    delirium tremens - benzodiazepinicos - antipsicóticos - convulsões

  • 86

    (CENTRO OFTALMOLÓGICO DE CÁCERES - MT 2018) Em relação à anatomia da córnea, assinale a alternativa correta:

    A córnea recebe muitas terminações nervosas, oriundas das fibras do ramo oftálmico do trigêmeo.

  • 87

    (HOSPITAL MUNICIPAL DR. MARIO GATTI - SP 2016) Denomina-se megalocórnea o diâmetro corneano horizontal no recém-nascido que ultrapasse:

    12mm

  • 88

    (REVALIDA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MATO GROSSO - MT 2015) Em relação as bases morfofuncionais do aparelho da visão, analise as afirmativas abaixo: I. O olho, da mesma maneiro que o encéfalo, é derivado do tubo neural, com origem neuroectodérmica. II. A córnea é uma estrutura vascularizada. III. A esclera é formada por tecido conjuntivo denso e corresponde ao branco do olho. IV. A iris é responsável pela cor dos olhos. Está correto o que se afirma em:

    I, III e IV, apenas.

  • 89

    (INSTITUTO DE CARDIOLOGIA DO RIO GRANDE DO SUL - RS 2013) Indique o par craniano responsável pela inervação da elevação da pálpebra:

    N. oculomotor.

  • 90

    (CENTRO OFTALMOLÓGICO DE CÁCERES - MT 2018) Com relação à fisiologia palpebral, assinale a alternativa correta:

    A porção lipídica do filme lacrimal é exclusivamente produzida por glândulas palpebrais.

  • 91

    (CENTRO OFTALMOLÓGICO DE CÁCERES - MT 2018) Quanto à fisiologia do filme lacrimal, a produção e secreção do componente mucinoso são realizadas em parte pelas glândulas:

    Limbares de manz.

  • 92

    Um paciente de 22 anos com retardo mental moderado é trazido à UPA por quadro de náuseas, vômitos, incontinência fecal e urinária, fasciculações musculares e sialorreia. O acompanhante, que é o avô do paciente e agricultor, refere não saber o que possa ter ocorrido com o neto, o qual estava em visita a sua propriedade rural pela segunda vez. Ele não soube afirmar se o paciente ingeriu algum dos medicamentos que o avô faz uso ou outras substâncias. Ao exame, o paciente encontra-se em regular estado geral, com pupilas mióticas, lacrimejamento excessivo e sialorreia. FC 49 BPM; glicemia capilar de 80mg/dL; e PA 100×60mmHg. Além disso, possui ritmo cardíaco regular em dois tempos com bulhas normofonéticas e sem sopros. Com base nessas informações, a principal hipótese diagnóstica e o tratamento imediato devem ser, respectivamente,

    intoxicação por organofosforados; administrar atropina.

  • 93

    Pré-escolar de três anos de idade, sexo masculino, previamente hígido, foi levado à emergência, apresentando agitação psicomotora, midríase, boca seca e rubor facial. A mãe dele informou que tinha percebido os sintomas havia uma hora, ao chegar do trabalho. O menor fica em casa com a irmã, de 10 anos, durante o período da tarde, até a mãe retornar do trabalho. Conforme o quadro clínico apresentado, trata-se de intoxicação por

    dexclorfeniramina.

  • 94

    Pré-escolar de 3 anos e 4 meses de idade deu entrada no pronto-socorro apresentando rigidez e espasmos musculares e hipertermia. Não apresentava dificuldade respiratória. Ausculta cardíaca sem anormalidades. Sem história prévia de doença cardíaca. O paciente estava recebendo oxigenoterapia quando um primo dele, de quatro anos, deu entrada no mesmo hospital, com quadro semelhante. Ambos haviam passado as últimas 12 horas na casa da avó materna, que há anos faz tratamento de esquizofrenia e hipertensão arterial. As evidências clínicas dessa história induzem a necessidade de o médico investigar

    intoxicação exógena de haloperidol.

  • 95

    Menino de 1 ano dá entrada em hospital após quadro convulsivo. Ao exame físico, apresenta midríase, taquicardia, sudorese, hipertensão, piloereção e hiperreflexia. Na anamnese, a mãe conta que o paciente está, há 2 dias, com obstrução nasal e espirros e, por estar com dificuldade para dormir devido à obstrução, usou medicamento em gotas que tinha em casa, nas narinas da criança. Após seu uso, o paciente iniciou o quadro atual. Considerando o agente farmacológico provável, trata-se de uma

    toxíndrome simpatomimética, que resulta da estimulação de nervos simpáticos (alfa e beta-adrenérgicos) mediada pelas catecolaminas noradrenalina e adrenalina.

  • 96

    Uma menina com 4 anos de idade, pesando 18 kg, é trazida pelos pais ao Pronto Atendimento após detectarem que ela ingeriu 6 comprimidos de 750 mg de paracetamol há aproximadamente 3 horas. No momento da consulta, a criança apresenta náuseas e dor abdominal. Diante desse quadro, a conduta imediata é:

    Administrar N-acetilcisteína.

  • 97

    Uma mãe leva ao pronto-socorro sua filha de 3 anos, com quadro de gastroenterite. Durante seu relato informa que a criança vinha apresentando febre persistente e que, por isso, administrou dose elevada de antitérmico. Diante desse quadro, a médica prescreve N-acetilcisteína como antídoto para a intoxicação. Considerando a prescrição médica, assinale a alternativa que apresenta o medicamento que causou a intoxicação.

    Paracetamol.

  • 98

    Menino com 12 anos de idade é trazido pelo pai ao ambulatório de pediatria. Na história, apresenta febre e dor intensa nas articulações do joelho há uma semana, a qual passou a acometer cotovelos e punhos. Há três semanas apresentou infecção de garganta (sic) tratada com amoxicilina. Ao exame, apresenta temperatura axilar = 38.4°C; frequência cardíaca = 132 bpm; estado geral comprometido; dispneia leve que piora com o decúbito. A ausculta cardíaca mostra sopro holossistólico, de média intensidade, mais audível em ápice, irradiando-se para a axila; 3ª bulha audível. Diante do quadro de alta suspeita diagnóstica de febre reumática, qual a medicação a ser prescrita nesse momento?

    Prednisona.

  • 99

    Uma adolescente de 12 anos de idade é levada pela mãe ao Ambulatório de Pediatria, apresentando quadro de dor nas articulações há cerca de 1 semana. Inicialmente, as dores se concentravam no joelho esquerdo, passando, em seguida, para o direito, cotovelos e punhos. Relata ter apresentado quadro de amigdalite bacteriana há cerca de três semanas, porém sem uso de antibióticos para tratamento. Ao exame, apresentava-se em regular estado geral, com fácies de dor, hipocorada 1+/4+, hidratada, anictérica e acianótica. O exame do aparelho cardiovascular evidenciou sopro sistólico 4+/6+ em bordo esternal esquerdo, com irradiação para todo o precórdio. Ausculta pulmonar sem anormalidades. Abdome indolor à palpação e sem visceromegalias. O exame articular evidencia dor, calor, rubor e limitação do arco de movimento em punhos e joelhos, principalmente à direita. Considerando o diagnóstico mais provável, a patologia cardíaca mais frequentemente associada e a medicação de escolha para o tratamento do processo inflamatório cardíaco são, respectivamente:

    regurgitação mitral e prednisona.

  • 100

    (ENARE 2023) Em relação à febre reumática, é correto afirmar que:

    a dor articular (artralgia) é considerada um critério menor para o diagnóstico.